14 de setembro de 2019

Sexta feira 13 - A Verdadeira História !!!



"A queda dos Templários"

Madrugada de sexta-feira, 13 de Outubro de 1307:

Cumprindo as ordens do rei Filipe IV, o Belo, também conhecido como Rei de Mármore ou Rei de Ferro, Guillaume de Nogaret ministro do Rei, acompanhado do Inquisidor-mór e do tesoureiro real, apresentou-se na fortaleza do Templo e deu voz de prisão a todos os Templários que aí se encontravam, incluindo o seu Grão-Mestre, Jacques de Molay, que ainda estava deitado. Os próprios calabouços do Templo serviram para aí se encerrarem alguns dos cavaleiros, mas o Grão-Mestre e os seus principais foram encerrados na prisão do Louvre.

À mesma hora, por todo o Reino de França, os senescais, presidentes das câmaras e os prebostes reais, acompanhados pelos seus soldados, prenderam em massa todos os Templários que encontraram nas Casas da Ordem. Praticamente não houve resistência, mas nalgumas, como em Arras, os soldados degolaram metade das pessoas que lá se encontravam.

Davam assim cumprimento às instruções reais contidas numa carta que todas as autoridades foram recebendo desde Setembro desse ano, com a condição expressa de só ser aberta no dia 12 de Outubro e à mesma hora, em todos os locais do reino, guardando-se o mais rigoroso sigilo da mesma.
Não se sabe com precisão quantos cavaleiros foram presos, mas estima-se que fossem cerca de mil, embora também se fale em 4.000. Grande parte dos cavaleiros fugiu para países que os acolheram ou fixaram-se noutros lugares onde a Igreja os não pudesse alcançar. Gerard de Villiers, perceptor de França, foi um dos cavaleiros franceses que conseguiu escapar.

Todos os imensos bens da Ordem em França foram imediatamente confiscados!

Acusados de heresia (práticas demoníacas, adoração de ídolos e vícios contra a natureza), os interrogatórios começaram logo no dia seguinte, 14 de Outubro, dando-se início a um dos processos mais vergonhosos e sinistros da História, o chamado “Processo dos Templários”, que acabará com a supressão da Ordem, pela bula papal Vox in Excelso, de 22 de Março de 1312 e com a morte de alguns dos seus membros, incluindo o Grão-Mestre, condenado à fogueira a 18 de Março de 1314.


Torturados, alimentados a pão e água, instalados em condições sub-humanas e ainda sujeitos ao pagamento da sua prisão, foram-lhes recusados os sacramentos e o sepultamento em terra da Igreja. Não se sabe ao certo quantos terão morrido na fogueira, ou durante os interrogatórios, ou dos ferimentos recebidos, ou dos que ficaram estropiados para o resto da vida física e moralmente.

Quanto a Filipe IV, assim que soube que as prisões tinham sido feitas, dirigiu-se à Torre do Templo e instalou-se lá, levando consigo o seu “tesouro”, que juntou ao que encontrou no local.

Foram também expedidas cartas aos soberanos europeus para que procedessem de igual modo nos seus reinos, contra a Ordem.


Na Europa a Ordem foi extinta, mas com uma ou outra excepção os cavaleiros não foram molestados, sendo integrados em novas Ordens menos expressivas, como foi o caso da “Ordem de Cristo”, fundada em Portugal pelo rei D. Dinis, com os bens e os efectivos templários residentes no país ou que por cá se refugiaram.

Jacques de Molay esteve sete anos na prisão, antes de morrer aos setenta anos de idade. No dia 12 de Outubro, véspera da sua prisão, tinha-se encontrado com o rei, de quem era compadre (Molay era padrinho do filho mais novo de Felipe IV), no funeral da cunhada do monarca, Catarina de Courtenay, esposa de Carlos de Valois, tendo-lhe sido dada a honra de carregar o féretro, o que torna a perfídia do rei ainda mais ignóbil…

Mas como é que uma Ordem tão poderosa como a dos Templários, carregada de glória e riqueza, com uma tradição de dois séculos de existência e que apenas dependia do Papa, pôde ser aniquilada de um dia para o outro?

Na sua juventude o “Rei de Ferro” tinha pedido para ser admitido a título honorário na Ordem, o que lhe foi recusado, acontecendo-lhe o mesmo quando poucos meses antes do aniquilamento dos Cavaleiros Templários, tinha pedido o ingresso na Ordem para o seu filho mais novo. A sua ideia seria tornar hereditário o cargo de Grão-Mestre, reformar a Ordem e mantê-la na dependência directa dos reis franceses. Também em 1306, durante uma sublevação em Paris, o rei tivera de pedir asilo ao Templo onde ficara alguns dias à espera que o motim acalmasse…Demasiadas humilhações para alguém como ele!

Além de que, do seu palácio, o rei todos os dias avistava a Torre, uma lembrança permanente de um Estado dentro de outro Estado, com as suas liberdades, privilégios, a sua alta, baixa e média justiça e o seu direito de asilo, que nem o Rei se atrevia a quebrar. Portanto, as razões para a queda foram muitas e diversas, mas situam-se principalmente na luta feroz que se desenvolveu entre a França e o Papado, entre Filipe IV e Bonifácio VIII, sem esquecer a aura de imensa riqueza que a Ordem possuía, o chamado “Tesouro dos Templários”, que para um rei sempre esfomeado de dinheiro como o monarca francês, e que tinha uma enorme dívida para com o Templo, se tornava numa tentação irresistível que o não faria recuar perante nada…

Com esta medida, Filipe IV consegue equilibrar as finanças reais, e ao destruir o exército da Igreja, com a ajuda do Papa Clemente V que ele próprio tinha elevado ao trono pontifício, e que se estabelece em 1309 em solo francês na cidade de Avinhão, abandonando Roma (o que dará início ao Cisma de Avinhão, também conhecido como o Cativeiro de Babilónia), o rei consegue tornar-se no senhor absoluto do reino de França.



É a partir deste acontecimento, que tanto o dia 13 como a sexta-feira entraram para a superstição popular como azarentos.

“NON NOBIS DOMINE, NON NOBIS SED NOMINI TUO DA GLORIAM” 
“Não a nós Senhor, não a nós mas toda gloria a Teu nome”.

PAX LUX


Edição, Adaptação e Ilustração - Filhos do Arquiteto Brasil
Ir Daniel Martina M.´.M.´. - CIM285520

30 de agosto de 2019

O LIMIAR ENTRE A MORTE DO PROFANO E O NASCIMENTO DO MAÇOM:


CÂMARA DE REFLEXÕES

Chega o dia da iniciação, um profano em pouco tempo estará apto a usar como seu, o título de membro da Ordem Maçônica, uma instituição universal originada em épocas remotas que se utiliza de vários simbolismos dotados dos mais variados significados, com o objetivo de perpetuar vários ensinamentos entre seus irmãos.

O profano que busca ser iniciado deve ser submetido a uma série de provas, sendo que a primeira delas é a da Terra, simbolizada pela Câmara de Reflexões, uma sala rústica, escura, sem contato com o meio externo e que contém diversos objetos, cada um possuindo diferentes significados.

O candidato que se encontrava vendado, é instruído a descobrir os seus olhos e olhar ao redor, podendo então visualizar um pequeno cômodo iluminados por luz de velas, de paredes negras contendo vários dizeres escritos; papel; caneta; mesas e cadeiras simples; sendo que em uma destas mesas, encontram-se vários objetos, tais como: um jarro com água, sal, enxofre, um esqueleto (ou ao menos uma caveira humana), uma ampulheta, um galo (que pode estar disposto sobre a mesa ou mesmo pintado na parede), as palavras vigilância e perseverança colocadas acima e abaixo do galo respectivamente, pão, as iniciais V.I.T.R.I.O.L., além de uma imagem da morte com uma foice e do espelho (em alguns ritos).

A maioria dos irmãos iniciados nas Américas Central e do Sul, Europa, Oriente Médio e  a África estão familiarizados com a Câmara de Reflexões.

Ela é utilizada no Primeiro Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, Rito Francês, Rito Brasileiro, além de outros ritos derivados destes que foram mencionados, nela, o profano fica confinado tempo suficiente para visualizar o local e responder ao questionário que lhe é entregue, além de preencher o seu testamento; no Rito Brasileiro, ainda é apresentado ao candidato, os artigos I e II da Constituição da Jurisdição, que explica os princípios da instituição além de uma declaração a ser assinada pelo profano de que nada revelará sobre o que já foi visto, mesmo que não venha a ser admitido na Ordem posteriormente.

O simbolismo da câmara pode ser interpretado de várias maneiras, ela pode ser visualizada como uma tumba semelhante às descritas na bíblia em épocas passadas, logo, simbolizaria a morte e o enterro, poder-se-ia dizer que a partir daí a vida profana do futuro iniciado chega ao fim, e que agora os princípios que regem a sua vida devem ser os mais compatíveis possíveis com os princípios maçônicos; entretanto, a câmara não simboliza apenas a morte, mas pode ser encarada também como o útero materno, capaz de gerar a vida, portanto, seria um local de renascimento, aquele que lá esteve acaba de renascer ao olhar maçônico e aceita as responsabilidades pela sua escolha.

A câmara também pode ser vista como uma prova de coragem, pois seu recinto foge dos padrões convencionais e pode ser temida por aqueles que a olham de maneira profana, sem buscar o significado por detrás dos objetos, assim, o profano que solicita ingresso na Maçonaria, deve mostrar coragem, como uma forma de demonstrar aos demais membros da ordem, que não pessoas fracas e despreparadas psicologicamente, e que todos os segredos que lhe forem confiados estarão seguros.

É na câmara ainda, que no meu ver o neófito demonstra uma virtude extremamente importante, a confiança naqueles que serão seus futuros irmãos, pois se fizermos uma analogia um tanto filosófica sobre o acontecimento, ao se retirar da câmara, o futuro iniciado deve novamente ser vendado, e é prontamente transferido deste local sombrio para outro recinto normalmente mais iluminado, ou seja, ele desde já, começa a andar em direção à luz, mas como ainda não completou as outras provas da iniciação maçônica, não possui o preparo necessário para que possa visualizá-la, logo, o candidato confia incondicionalmente no irmão que o conduz, deixando que este mostre qual o melhor caminho a trilhar.

Retornando à câmara, algumas explicações se fazem necessárias no que diz respeito aos materiais ali colocados:

 O Sal é um elemento neutro e é utilizado como uma representação da vida, da pureza e da sabedoria; preceitos que devem nortear os passos do candidato em sua nova jornada dentro da ordem maçônica; 

A Água é encarada como a fonte da vida, indispensável para o ser humano, enquanto que o pão nos lembra do trabalho, uma vez que ele é o produto final da transformação do trigo e de outras substâncias; juntos, pão e água nos remetem à lembrança da simplicidade, a qual deve ser encarada pelo candidato como uma forma de conduzir a sua vida; 

O Enxofre é a representação da consciência através dos antigos ensinamentos da alquimia; 

O Galo juntamente com as palavras “vigilância” e “perseverança” simbolizam o futuro que está por vir logo que o candidato se libertar da escuridão causada pelo medo e pela ignorância, assim como o galo canta para anunciar o novo dia que está por vir, ele anuncia ao candidato que ele está prestes a receber a luz, entretanto, apenas aqueles que carregam consigo os ideais de vigilância e perseverança, estarão aptos a buscarem a luz e a verdade de nosso “mestre interior”;

 A Ampulheta, de uma maneira geral, simboliza a passagem do tempo, estando a sua estagnação ligada à inconsciência humana através de sua alma, de modo que quando isto ocorresse poderia o mesmo experimentar sua natureza plena, contemplando presente, passado e futuro, assim como o criador, desta maneira, ao receber a luz, o candidato “acorda” para a sua própria natureza; 

A Figura da Morte e o Esqueleto representam a fragilidade humana, necessária para que o profano deixe esta condição e renasça como um membro da ordem simboliza, ainda, a justiça divina, qual teremos que enfrentar para que possamos descansar em paz; 

As iniciais V.I.T.R.I.O.L. foram gravadas em uma pedra presente no antigo Templo de Salomão, suscitando que a verdade está dentro de nós, através do escrito em latim “visita interiora terrae rectifando invenies occultum lapidem”, ou seja, “visitem o interior da terra, purificando-se, e encontrarão a pedra perdida”; 

O Espelho é utilizado apenas em alguns ritos (por exemplo, no Rito Escocês Retificado, derivado do Rito Francês, como forma de demonstrar que nem sempre o inimigo a ser combatido está em outra pessoa, podendo este encontrar-se em nosso interior, e deve ser eliminado através de ações benevolentes e pensamentos puros); 

Por fim, há ainda na câmara, os vários dizeres estampados na parede levando a uma reflexão mais profunda por parte do candidato, se realmente é de seu desejo entrar para a maçonaria, sendo possível ainda desistir caso seja conduzido a este local por mera curiosidade, ou por outros motivos fúteis, que de nada iriam contribuir para a ordem. 

Antes de sair da câmara, o candidato deve ainda escrever um testamento aonde ele deixa claro seus desejos sem nenhuma ressalva, durante o momento de transição que se segue.

 A partir do momento que o candidato deixa de ver a câmara com os olhos de um profano, e passa a enxergá-la com os olhos de um maçom, destituído do medo ou apreensão, interpretando aquele local como o ponto de partida para sua longa caminhada buscando constantemente evoluir, não apenas na ordem mas, principalmente na sociedade, então ele não pode ser mais chamado de profano, porque acabou de dar o primeiro passo para se tornar um verdadeiro irmão.

Referências Bibliográficas

Jr., Helio I. The Chamber of Reflection, Presented at the Vancouver Grand Masonic Day, october 16, 1999. Stavish, Mark. The Chamber of Reflection, M.A, FRC, SI, 2002


Ilustrações: Ir Daniel Martina Toupitzen - CIM: 285520 GOSP/GOB


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4 de agosto de 2019

A FACE JUDAICA-TEMPLÁRIA DA MAÇONARIA


Na obra “Antigas Letras”, o Grão-Mestre Leon Zeldis 33º, da Maçonaria de Israel (The Grand Lodge of the State of Israel), chama a atenção para o fato de que os textos religiosos hebraicos onde aparecem os nomes divinos de Deus não são destruídos quando envelhecem, mas enterrados ou guardados em um lugar especial da sinagoga conhecido como guenizá.

Diz a tradição judaica que qualquer fragmento de um texto sagrado que contiver o nome do Criador deve ser enterrado de acordo com determinados rituais. Entretanto, com o passar dos séculos e em função das perseguições sofridas pelos judeus, muitos documentos hebraicos foram apenas escondidos, daí o nome de guenizá (esconderijo), que corresponde em hebraico ao termo lignoz e significa guardar, manter secreto. 

Provavelmente, quando os primeiros templários chegaram a Terra Santa comandados por Hugues de Payen, em 1118, quase duas décadas após a conquista de Jerusalém pelos Cruzados (1099), o objetivo real de sua presença não ficaria apenas circunscrito a dar proteção aos peregrinos que se deslocassem a Jerusalém.

O grupo de nove nobres franceses oriundos da região de Provença que se estabeleceu na ala leste do palácio do rei Balduíno II, patriarca de Jerusalém, sob o nome de Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo de Salomão, passou quase dez anos promovendo escavações na área da Mesquista de Al-Aqsa, erguida sobre o local onde existiram dois grandes templos judaicos: o primeiro Templo, construído em 960 antes da Era Comum pelo rei Salomão e destruído por Nabucodonosor, da Babilônia, em 586 a.E.C., e o segundo Templo, reconstruído cinquenta anos depois no mesmo local e que resistiu até 70 da E.C. quando foi arrasado pelas legiões romanas.

No livro “A Chave de Hiram”, os autores maçons Christopher Knight e Robert Lomas destacam que os clérigos que acompanhavam os cavaleiros templários eram “todos capazes de ler e escrever em muitas línguas e eram famosos por suas habilidades em criar e decifrar códigos”. E transcrevem um comentário do historiador francês Gaetan Delaforge sobre os reais motivos dos templários: “A verdadeira tarefa dos nove cavaleiros era realizar uma pesquisa na área para recuperar certas relíquias e manuscritos que continham a essência das tradições secretas do Judaísmo e do Antigo Egito, algumas das quais provavelmente datavam do tempo de Moisés” (The Templar Tradition in the Age of Aquarius). 



UMA ORDEM ACIMA DE REIS E RAINHAS

Legitimada pelo papa Honório II em 31 de janeiro de 1128, a Ordem do Templo ganhou estatuto, regras e um comandante: o Grão-Mestre Hugh de Payens. Havia mais de 600 artigos no estatuto dos templários, segundo o historiador inglês Piers Paul Read, autor de “Os Templários”, sendo que a regra 325 relacionava-se com o uso de luvas de couro, que era consentido apenas aos capelães e aos pedreiros construtores de santuários e fortalezas. Mas, “em nenhum lugar havia qualquer menção a peregrinos ou à sua proteção, aparentemente ignorando a única razão para a criação dessa Ordem” (A Chave de Hiram).

O papa seguinte, Inocêncio II, através da bula “Omne datum optimum” (1139), estabelece privilégios que tornam a instituição independente de toda interferência de autoridades políticas e religiosas. Segundo a encíclica, os templários só deviam obediência ao Papa. 

Durante os próximos 200 anos a Ordem do Templo cresce e se expande em poder e riqueza, recebendo doações em dinheiro e propriedades na Europa. De acordo com os investigadores históricos ingleses, Michael Baigent e Richard Leigh, que pesquisaram a herança templária no surgimento da maçonaria, “em meados do século 12, a Ordem do Templo já tinha começado a se estabelecer como a mais poderosa e rica instituição isolada em toda a Cristandade, com exceção do Papado, com frotas de navios, territórios extensos e ligações secretas com líderes sarracenos” (O Templo e a Loja). Esses mesmos autores e mais Henry Lincoln ainda afirmam que coube aos templários criar e estabelecer a moderna instituição bancária. “Através de empréstimos de vastas somas a monarcas necessitados, tornaram-se os banqueiros de todos os tronos da Europa” (O Santo Graal e a Linhagem Sagrada).

Com a perda de Jerusalém para os muçulmanos em 1291, a Ordem do Templo se transfere para Chipre. A ilha tinha sido conquistada pelo rei Jayme I (Coração de Leão), da Inglaterra, em 1191, e vendida, anos depois, para os templários. Em 1312, a Ordem é oficialmente extinta por um decreto papal emitido por Clemente V, sem que um veredicto conclusivo de culpa tenha sido pronunciado. Através da bula Vox in excelso o Papa extingue a Ordem do Templo “proibindo estritamente qualquer um de conjeturar em entrar para a referida Ordem no futuro, ou de receber ou usar seu hábito, ou de agir como um templário” (Os Templários). Em bula subsequente, a Ad Providam, todos os bens e propriedade dos templários são transferidos para a Ordem dos Hospitalários, uma instituição similar a dos templários, que também funcionava na Terra Santa. 

Na França, por ordem do rei Filipe IV, o Belo, os templários são perseguidos, presos e torturados. A Inquisição também se alastra por toda a Europa. As acusações concentram-se em supostas heresias e rituais praticados pelos membros da Ordem. O seu Grão-Mestre, Jacques de Molay, é queimado até a morte, na Ile de la Cité, no Sena, em 1314.



ESTADO TEMPLÁRIO PREOCUPAVA A IGREJA:

Setecentos anos depois desses acontecimentos, dúvidas ainda persistem sobre a verdadeira natureza da Ordem e de seus cavaleiros. Seriam eles guardiões de um conhecimento secreto adquirido na Terra Santa em contato com outras culturas ou mesmo oriundo de documentos sobre as origens do Cristianismo descobertos nas escavações? Para Baigent e Leigh, o impacto de antigas formas de pensamento cristão, não Paulinas, podem ter influenciado as atividades da Ordem no seu projeto para a criação de um Estado Templário e na sua política de reconciliar o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. “Os templários não negociavam apenas dinheiro, mas pensamentos também. Através de seu contato com as culturas muçulmana e judaica, começaram a atuar como introdutores de novas ideias, novas dimensões do conhecimento, novas ciências” (O Santo Graal...).

A pesquisadora da Biblioteca do Vaticano, Bárbara Frale, em artigo publicado no “L’Osservatore Romano” (21.08.2008), jornal oficial da Santa Sé, afirma que os documentos originais do processo contra os templários, encontrados no Arquivo Secreto do Vaticano, demonstram que foram infundadas as acusações de que os cavaleiros praticavam em segredo ritos pagãos e haviam abandonado a fé cristã. De acordo com a autora, os templários não eram hereges e o que se descobriu nas atas conservadas no Vaticano é que “a disciplina primitiva do Templo e o seu espírito autêntico se haviam corrompido com o passar do tempo, deixando a porta aberta para a difusão de maus costumes” (Revelações do Arquivo Secreto do Vaticano: templários não foram hereges,no portal Zenit).

Aí caberia a indagação: quais seriam os “maus costumes”, segundo a avaliação da pesquisadora, adquiridos pelos templários? No mesmo artigo, Frale reconhece que “ainda há verdadeiramente muito que investigar” e adianta que o estudo da espiritualidade desta antiga ordem religiosa dará à cultura contemporânea novos motivos de discussão.



ESCÓCIA: REFÚGIO DOS TEMPLÁRIOS E BERÇO DOS MAÇONS:

Da extinção oficial da Ordem até a fundação da primeira grande Loja Maçônica em Londres (1717), a trinca de autores do “Santo Graal e a Linhagem Sagrada” registra que os templários ingleses e franceses encontraram refúgio na Escócia (país que ignorou a bula papal), e muitos deles também se integraram a outras Ordens e sociedades secretas na Alemanha, Espanha e Portugal. Conta-se que em 1689, na batalha de Killiecrankie, na Escócia, um dos aliados do rei Jayme II da Inglaterra, John Claverhouse, visconde de Dundee, estava usando uma antiga vestimenta da Ordem do Templo, de antes de 1307, quando foi morto na luta. A referência ao fato foi publicada no jornal da primeira Loja de Pesquisas Maçônicas do Reino Unido (Quatuor Coronati), em 1920: “Lorde Dundee perdeu sua vida como líder do Partido Escocês Stuart. Segundo o testemunho do abade Calmet, ele teria sido Grão-Mestre da Ordem do Templo na Escócia” (O Santo Graal...). 

Mas, muito tempo antes, nos meados do século 16, um manuscrito já comprovava a existência dos chamados franco-maçons e a sua subordinação à monarquia dos Stuart, principalmente ao soberano escocês Jaime I (1566-1625), que também foi rei da Inglaterra e da Irlanda. O historiador maçônico, Robert F. Gould, em “The History of Freemasonry”, transcreve o que era exigido dos franco-maçons à época: “... que sejais homens leais ao rei, sem nenhuma traição ou falsidade e que não tolerais qualquer traição ou falsidade, tratando de combatê-las ou notificá-las ao rei”. Segundo definição de um ilustre estudioso maçom José Maria Ragon (1781-1866), o termo franco-maçom somente se aplicaria àqueles que efetivamente cooperassem na obra de instrução e regeneração da humanidade. Os demais membros de obreiros construtores e integrantes da corporação de pedreiros seriam denominados simplesmente maçons.

Observa-se que a Grande Loja da Inglaterra, criada para centralizar a franco-maçonaria inglesa e que se constituiu no marco oficial da imagem pública da Maçonaria, foi instituída em 24 de junho de 1717, data emblemática para os templários e que lembra o nascimento de João, o Batista. A devoção a essa figura histórica é um dos elos que ligam os franco-maçons aos templários. Segundo o “Dicionário de Maçonaria”, de Joaquim Gervásio de Figueiredo 33.º, João Batista é o patrono da Maçonaria e todas as lojas maçônicas simbólicas são intituladas Lojas de São João.



A TRADIÇÃO JUDAICA DOS ESSÊNIOS:

Preso e decapitado em 32 da E.C. por ordem de Herodes Antipas, governador da Galiléia, Yochanan ben Ezequiel (nome hebraico de João Batista) provavelmente era membro da seita dos essênios, uma comunidade judaica que existiu durante os dois últimos séculos da era do Segundo Templo (150 antes da E.C. a 70 da E.C.). Historiadores judeus do século I, Flavio Josefo e Philo de Alexandria, registraram a presença desse grupo ascético, que praticava um Judaísmo ultra-ortodoxo, com jejuns frequentes e banhos rituais diários, e que habitava o deserto da Judéia, entre Jericó e Ein Guedi. 

A partir de 1947, e até 1956, com a descoberta dos pergaminhos nas cavernas de Qumran (os manuscritos do Mar Morto), a tese de que os essênios eram seus autores ganhou força entre estudiosos e peritos de várias nacionalidades. Segundo Leon Zeldis 33º, os iniciados da comunidade de Qumran, cujas idades variavam entre 25 e 50 anos, aprendiam a “amar a justiça e ter aversão à maldade”. Consideravam-se herdeiros dos reis sacerdotes, simbolizados por Salomão (do hebraico Shlomo, que deriva da palavra Shalom-paz) e Melquizedek (do hebraico Malki-Tzadik, rei justo), rei de Salem (a atual Jerusalém), à época de Abraão. Alguns de seus membros, como João, o Batista, faziam votos de nazareos - do hebraico “nazir” que corresponde a “separado” ou “consagrado”. Os autores do livro “A Chave de Hiram” acreditam que “a voz que clama no deserto” poderia ser a de João Batista “que viveu uma vida dura no deserto, de retidão qumraniana, comendo apenas os alimentos permitidos, usando um cinturão de couro e uma túnica de pelo de camelo”.

Na obra “Os Manuscritos do Mar Morto”, o professor e doutor em teologia Geza Vermes destaca que os membros da seita se consideravam “o verdadeiro Israel”, fiéis representantes das autênticas tradições religiosas. Os sacerdotes, chamados de “filhos de ZadoK” (o sacerdote da Casa de David), se constituíam na autoridade máxima da comunidade. A hierarquia era rigorosa. Cada membro era inscrito na “ordem de seu grau”. O mais alto cargo recaía na pessoa do Guardião, conhecido também como “Mestre” (maskil, em hebraico). Eram também instruídos a reconhecer “um filho da Luz” de um “filho das Trevas”. Na lista de infrações e de suas penas correspondentes, o pecado mais grave que demandaria em imediata expulsão da congregação seria qualquer tipo de transgressão, por ato ou omissão, às diretrizes da Lei de Moisés. 

Em um dos manuscritos – o Preceito do Messianismo – é especificado que somente a partir dos 30 anos os homens eram tidos como maduros, podendo participar das assembleias, de casos em tribunais e tomar assento nos altos escalões da seita. O neófito vindo de fora que se arrependia de seu “caminho de corrupção”, iniciava-se “no juramento da Aliança” no dia em que conversava com o Guardião, mas nenhum estatuto da seita deveria ser divulgado a ele. Na avaliação do professor Geza Vermes, o retrato que assoma da leitura dos manuscritos em relação às ideias e aos ideais religiosos dos essênios é uma observância fanática à Lei de Moisés. No campo político, os essênios eram frontalmente contra a dinastia de Herodes e o domínio dos romanos sobre a Terra Santa.



LIVROS SECRETOS DE MOISÉS:

Dizimada pelos romanos em 66-70 da E.C., a comunidade de Qumram pode ter enterrado sua história, seus segredos e sua tradição secreta ligada a Moisés em algum lugar do templo de Jerusalém, seguindo a prática judaica de não destruir documentos sagrados (a cidade de Jerusalém fica a 40 minutos de carro de Qumram). Na obra “A Chave do Hiram”, os autores aventam a hipótese desses manuscritos terem sido descobertos pelos templários, no século 12, em função das sigilosas escavações realizadas no local por mais de uma década. No livro “A Odisséia dos Essênios”, o historiador britânico Hugh Schonfield faz referência aos livros secretos que Moises teria dado a Josué para que ele os mantivesse ocultos “até os dias de arrependimento”.

No livro do escritor francê Michel Lamy - Os Templários. Esses senhores de Mantos Brancos/1997 – é lembrado o interesse do abade Estevão Harding, amigo e mentor de Bernardo de Clairvaux (incentivador da criação da Ordem dos Templários e autor de suas regras), por textos hebraicos. O abade procurava a ajuda de rabinos nas suas traduções do hebraico dos livros do Velho Testamento. Para Lamy, esse intenso interesse por textos hebraicos demonstram a crença na existência de um tesouro oculto enterrado sob o monte do Templo e algum tipo de relação com o lugar que mais tarde se tornou a moradia dos templários. O historiador Piers Paul Read também destaca que uma das primeiras traduções encomendadas pelos templários na Terra Santa foi a do “Livro dos Juízes”, do Velho Testamento. “Havia uma íntima e inquestionável identificação dos cristãos da Palestina com os israelitas de antigamente” (Os Templários).

Erguido pelo rei Salomão para abrigar a “Arca da Aliança” – relicário das palavras divinas a Moisés no deserto - , o grande Templo de Jerusalém concentrava nesse local toda a sua santidade. Construído sobre o Monte Moriá, o aposento onde ficava a arca sagrada era o lugar mais recôndito do Templo, chamado de “o Sagrados dos Sagrados” (Kodesh há-Kodashim), recinto cuja santidade era tal que somente o grande sacerdote (Cohen Gadol, em hebraico) tinha permissão de lá entrar, uma única vez durante o ano, no Dia do Perdão - Yom Kipur (Revista Morashá).

A adoção pelos templários e maçons dessa simbologia estruturada nos mistérios e segredos que se iniciam com Abraão, tem seu ápice em Moisés, se perpetua com a construção do Primeiro Templo por Salomão e sofre transmutações generalizadas a partir dos primórdios da Era Comum, após a destruição da comunidade de Qumram, ainda permanece envolta em véus em sua nascente e tem se mostrado um desafio para a Igreja Católica. De igual forma, a imensa quantidade de publicações, teorias e suposições a respeito do tema ainda não produziu uma resposta diferente daquela que anima e justifica o trabalho da maioria dos pesquisadores: a da “busca pela verdade” .



OS GUARDIÕES DA ALIANÇA:

Em “As Intrigas em torno dos Manuscritos do Mar Morto”, o leitor acompanha a trajetória dos manuscritos, desde das primeiras descobertas no deserto da Judéia, em 1947, durante o mandato britânico na Palestina, até o início da década de 1990, quando o conteúdo de muitos documentos ainda não tinha sido divulgado. A batalha para o livre acesso e publicação de mais de 800 manuscritos por parte de inúmeros pesquisadores de renome mundial é relatada por Michael Baigent e Richard Leigh que culpam a chamada “equipe internacional” comandada pelo padre Roland de Vaux, da École Biblique de Jerusalém, de manter por longo tempo o monopólio sobre os manuscritos. A polêmica se estendeu até a imprensa através das páginas do influente jornal americano New York Times que em editorial publicado em 9 de julho de 1989 criticou a morosidade das pesquisas, observando que “passados 40 anos, um círculo de estudiosos indolentes continua esticando o trabalho, enquanto o mundo espera e as preciosas peças vão se desmanchando em pó”. 

Hoje sabemos que os membros da comunidade de Qumram costumavam referir-se a si próprios como “os guardiões da Aliança”. Tal conceito se baseia essencialmente na grande importância da “Aliança”, que impunha um voto formal de obediência, total e eterna, à Lei de Moisés. Daí a expressão “Ossei ha-Torá”, encontrada em um dos pergaminhos, que pode ser traduzida por “Agentes da Lei”, expressão talvez que fosse a origem da palavra essênio (As intrigas em torno dos Manuscritos...). Mas, para o pesquisador Robert Eisenman, autor de vários livros sobre os Manuscritos, termos como essênios, zadoques, zanoreanos, zelotes, sicários, ebionitas (os pobres) apontam para um mesmo grupo ou movimento ortodoxo de rigoroso cumprimento da lei mosaica.

Em seu estudo “Paulo como herodiano”, apresentado na Sociedade de Literatura Bíblica (Society of Biblical Literature), em 1983, Eisenman credita a Paulo (Saulo de Tarso) o papel de agente secreto dos romanos, após ser ameaçado de morte pelos “zelosos da Lei”. A partir dos manuscritos e de referências encontradas no Novo Testamento, o pesquisador afirma que a entrada de Paulo em cena mudou o rumo da história. “O que começou como um movimento localizado dentro da estrutura do Judaísmo existente, e cuja influência se restringia aos limites da Terra Santa, se transformou em algo de uma escala e magnitude que ninguém na época poderia ter previsto. O movimento que estava nas mãos da comunidade de Qumran foi efetivamente convertido em algo que não tinha mais lugar para seus criadores” (As Intrigas em torno dos Manuscritos...).

Para os autores ingleses de “A Chave de Hiram”, Saulo de Tarso não conhecia profundamente os ritos nazoreanos da comunidade de Qumram e a sua simbologia da “ressurreição em vida”, cerimônia adotada pela Maçonaria em seu ritual de 3º Grau. Em um dos manuscritos encontrados, denominado “Preceitos da Comunidade”, é explicado que ao entrar na comunidade o sectário era elevado a uma “altura eterna” e unido ao “Conselho Eterno” e à “Congregação dos Filhos do Céu” (Geza Vermes, em “Os Manuscritos do Mar Morto”). 

Outro importante estudioso dos manuscritos, o historiador John Allegro, em seu livro “The Treasure of the Copper Scroll” que traz a tradução completa do Manuscrito de Cobre, explica que “Qumram” é uma palavra árabe moderna e que no século I da E.C. o local era conhecido como Qimrôn, raiz da palavra hebraica que significa abóbada, arco, portal. O pesquisador também observou a utilização de códigos no Manuscrito de Cobre quando são citados os 64 esconderijos com metais preciosos e manuscritos pertencentes à Comunidade. Detalhe igualmente notado pelo padre J.T.Milik, que fazia parte da equipe internacional que analisou os manuscritos em Jerusalém. O religioso constatou a presença de técnicas de codificação críptica em alguns documentos secretos que continham informações sobre eventos futuros.

Autora: Sheila Sacks
Ilustração: Ir MM Daniel Martina Toupitzen


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20 de julho de 2019

OS QUATRO PILARES DA MAGIA:


Os 4 Pilares da Magia

Os pilares da magia dentro das práticas são o saber, querer, ousar e calar. São chamados de Pilares da Magia ou por Quatro Pilares. 

Resumindo de forma simplista é possível entender que é preciso saber o que se faz, para quê se faz, portanto conhecimento e motivação.  É necessário querer fazer, querer atingir, portanto fazer, agir, concretizar, firmar. 

É importante ousar, abrir-se as novos ensinamentos, novos métodos de praticas, não seguir bulas prontas, criar seus próprio métodos com base nos teus estudos, portanto, criar, fazer, refazer, moldar, transformar; é impossível, mas tem que ser feito. 

Calar-se, não dizer seus planos, guardar seus métodos, não criar bulas e receitas, portanto deve-se manter quieto sobre os seus conhecimentos, seus feitos principalmente para que de fato se concretize, ninguém precisa saber sobre seus feitos e menos ainda entendê-los, por isso o conhecimento é aberto a todos, cada um busca o que precisa. 

É algo necessário e muitos praticantes não conseguem, mas, toda e qualquer experiência é tida como íntima e pessoal, mantenha seus segredos assim como a Deusa que só os revela para aqueles que de fato merecem saber, por seu desempenho contínuo.

1. Saber — buscar a verdade e ser forte na fé.

2. Ousar — não sentir medo do desconhecido, atrever-se a ser diferente e aprender tanto quanto for possível.

3. Querer e Calar — (permanecer em silêncio): ser o melhor que se puder ser e ter consciência do pensamento puro, sabendo que falar demais sobre os seus rituais e coisas similares (sobretudo com quem não acredita) lhe retirará força do seu trabalho. Que se fale apenas com aqueles que nos são semelhantes (espiritualmente falando).

Alguns conceitos importantes para o entendimento sobre esses quatro pilares da magia dentro de nossas práticas pessoais ou grupais


SABER

Conhecer a si mesmo.
Conhecer sua arte.
Saber o que fazer.
Saber como fazer.
Saber quando fazer.
Saber quando não fazer.
Saber o que você quer realizar.
Especificar bem o que você vai fazer.
Criar um sigilo com as palavras.
Saber trabalhar com moderação.
       

QUERER

Acreditar em você mesmo.
Acreditar na divindade.
Acreditar em suas habilidades.
Acreditar na abundância do Universo.
Ter a vontade de praticar de novo e de novo.
Habilidades de meditação
Praticar visualização.
Praticar relaxamento.
Praticar um estado alterado de consciência.
Praticar para ser capaz de fazer rápido e certo.
Ter em mente com muita clareza o porque você quer realizar essa operação mágica.
Observar se sua vontade está corretamente direcionada.
Observar se não vai influenciar negativamente outra pessoa.
Observar os aspectos de não prejudicar ninguém.
Usar uma ferramenta adivinhatória para checar se seus planos são
válidos, se está numa boa hora de pô-los em prática.
        

 OUSAR

Ter a coragem de mudar as circunstâncias.
Ter a coragem de controlar seu ambiente.
Ser responsável por suas ações.
Escolher o melhor curso de ação para o trabalho a ser feito.


CALAR

Aprender a manter a boca fechada antes do trabalho.
Aprender a manter a boca fechada enquanto espera pelos resultados.
Aprender a manter a boca fechada depois do trabalho.
Proteger sua confiança.
Proteger sua reputação.
Proteger sua energia.


TFA/PP
Ir Daniel Martina Toupitzen


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19 de julho de 2019

Magia Teúrgica e Seu Significado:



A MAGIA TEÚRGICA

O que é a Teurgia

O termo Teurgia significa literalmente “obra divina” ou  “o trabalho de Deus”. O prefixo theoi significa “deuses” e ergon “obra” ou “ trabalho”. Seu sentido particular, dentro das práticas mágicas, é fazer descer as divindades à Terra e estabelecer uma comunicação dos seres angélicos e deuses com os homens. Teurgia foi um termo criado pelos filósofos neoplatônicos da corrente de plotino e Amonio Sacas.

A Teurgia sempre foi conhecida como “alta magia”, por tratar-se da forma de magia mais poderosa que existe. Nesse sentido, teurgia é também considerada a busca, o caminho que se percorre na magia para o contato com o plano divino. Por este motivo a teurgia é também conhecida como magia branca ou magia divina.

O livro que os teurgistas mais recorrem para beber do conhecimento mágico é um tratado de magia intitulado “Oráculo Caldeu”, atribuído a Zoroastro, grande mestre da Persia. Porém, há algumas divergências em relação à autoria do livro. Alguns defendem ser Julianus, o neoplatônico, o verdadeiro autor. A despeito disso, o oráculo Caldeu é conhecido há vários séculos como um compêndio de esoterismo e magia.

A Magia teúrgica foi aos poucos sendo destruída pelo poderio da Igreja, porém muitos magos preservaram intacto esse conhecimento através das idades e hoje podemos ter uma noção do que era praticado na antiguidade. O conhecimento teúrgico é muito praticado nos dias de hoje e muitos magos recorrem aos tratados originais para estabelecer o contato entre os homens e as divindades.


Existe uma diferença significativa entre invocar e praticar teurgia. Nem toda a invocação é teúrgica, mas toda a teurgia é uma invocação. A invocação é o ato de clamar, de convidar uma divindade, um arquétipo ou, como preferem alguns, um ser angélico para estar em nossa presença, manifestamente, e nos transmitir ensinamentos elevados sobre os mais variados temas do conhecimento universal.


O mecanismo da Teurgia não é muito simples. Alguns o realizam através de rituais muito elaborados e complexos. Para outros, no entanto, este é um ato simples de harmonização psíquica entre o mago ou iniciado e o ser divino. Talvez um ritual muito difícil não seja tão direto quanto a nossa consciência ascendendo aos píncaros divinos. Os rituais teúrgicos podem ser realizados através da oração, que consiste basicamente na focalização da mente em símbolos que representem ideias-forças, potências ou significados essenciais.

Muitos defendem que esses seres angélicos não são exatamente individualidades muito evoluídas, como costumamos acreditar com base no espiritualismo ocidental. Mas estas seriam encarnações de aspectos divinos, qualidades supra-humanas e cósmicas, seres que se uniram a determinados arquétipos fundamentais, que estão na base da alma do mundo e da organização do funcionamento do universo e suas leis.

Na realidade, a invocação de entidades espirituais, como nosso anjo guardião, possuem alguns riscos significativos. Em primeiro lugar, estaremos mexendo com forças e energias que ainda não compreendemos, sendo este um motivo muito revelante para termos todo o cuidado nessa área. Ainda não temos um entendimentos dos desígnios divinos para acreditar que somos “mestres em teurgia”.

Em segundo lugar, nossa mente apreende melhor a realidade dentro de uma condição espaço-temporal e nossa consciência percebe o objetivo e o manifesto com mais facilidade. Dessa forma, existe uma tendência no homem de buscar uma visão concreta de eventos espirituais e cósmicos, um sentido interior que ele ainda é muito carente. Assim, a possibilidade do mago cair na ilusão do mundo é maior quando se utiliza a teurgia como forma a enxergar o divino com a visão e compreensão humanas.

Sempre dizemos que, aos olhos da natureza limitada da mente, teremos apenas uma ilusão do plano divino e de suas energias e consciências, pois igualmente limitada é a sabedoria do homem. Assim, o mais recomendável não seria fazer os deuses descerem à Terra e conversar com os homens, mas sim fazer os homens ascenderem, em consciência, à sublime região dos planos sutis e perceber o divino tal como ele é: sem fronteiras e sem imperfeições.


TFA/PP
Ir Daniel Martina Toupitzen


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1 de junho de 2019

O VISITANTE E O RITUAL NA MAÇONARIA:



Apesar de ser um tema um pouco polêmico, e por isso é certo de que alguns Irmãos discordarão do aqui exposto, pois a sua abordagem é importante para a promoção da reflexão e do debate entre os Irmãos.

Existem três forças que, apesar de distintas, estão relacionadas: a regra legal, que é imposta; a regra social, que é respeitada; e a educação, maçonicamente chamada de “bons costumes”, que leva o cidadão a respeitar a regra social e a obedecer à regra legal.

No Japão há uma antiga tradição de tirar os sapatos para entrar em casa. Se estiver no Japão e visitar a casa de um japonês, é claro que tira os sapatos. Não é por não ser japonês que desrespeitaria tal regra social. 

Da mesma maneira, um japonês, ao visitar o Ocidente, não tira os sapatos em todo o lugar em que entra, pois respeita as convenções sociais locais.

Já na Inglaterra, as mãos do trânsito são invertidas: os carros movimentam-se pelo lado esquerdo da via, com o lado direito do carro voltado para o centro. 

Quando você vai para a Inglaterra, é evidente que você não teima e dirige como se estivesse no seu país. Assim como um inglês fora de Inglaterra, não dirige na contramão. Ele segue as regras legais.

Existem também instituições cujos regimentos exigem do homem o uso de paletó e gravata. Poderia um pescador que nunca usou uma gravata exigir a sua entrada de calções e chinelos? 

E um índio que entra para as Forças Armadas, está dispensado do uso de uniforme devido à sua cultura?

Seja numa casa no Japão, numa rua de Londres, num Fórum de uma cidade, num quartel no meio da selva ou em qualquer outro lugar do mundo, as pessoas de bem respeitam as regras sociais e sujeitam-se às regras legais do local onde estão. 

Na Maçonaria, fraternidade de cidadãos exemplares, todos homens livres e de bons costumes, isto não deve ser diferente. Porém, muitas vezes assistimos a simbologias e ritualísticas serem quebradas por visitantes crentes que devem seguir as regras das suas Lojas, e não da Loja que estão a visitar. Uns não respeitam o modo de circulação do rito adotado pela Loja visitada, talvez com receio de estarem a ferir o que aprenderam nas suas próprias Lojas. 

Outros, Mestres Maçons, insistem em utilizar todos os paramentos e acessórios Maçônicos de um Mestre ao visitarem uma Loja no grau de Aprendiz de outros ritos, porque assim é feito no seu rito. Estes últimos ignoram o fato de que na maioria dos ritos o uso do Chapéu numa Loja de Aprendiz é restrito ao Venerável Mestre, sendo representativo da sua autoridade e governo da Loja, simbolismo esse muito bem reforçado nas Instalações. 

Quando, nestes casos, visitantes utilizam chapéu, estão a anular a representatividade da autoridade do Venerável Mestre anfitrião e, de certa forma, ferindo o simbolismo do rito visitado.

As regras, simbolismo e ritualística do seu rito alcançam somente as reuniões dele. Ao visitar Lojas de outros ritos, respeite as regras sociais e siga as regras legais do mesmo. Não importa se na sua Loja o certo é assim ou assado. Os “bons costumes”, a que todo o Maçom deve observar, ditam que, na casa dos outros, *“há que dançar conforme a música”*.

Como muito bem ensina o ditado: *“Quando em Roma, faça como os romanos”*.

Autor: Ir Kennyo Ismail
Ilustração: Ir Daniel Toupitzen



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