19 de junho de 2013

O CAMINHO DO MEIO - Ir Rogério Malaquias



Caminho do Meio (Madhyama Pratipad, em sânscrito) é uma tradicional expressão budista que procura, de um modo sucinto, apontar o rumo àqueles que se propõem a dar seus primeiros passos em direção à sabedoria ou, pelo menos, ao alívio de seus conflitos.


É uma das imagens que brotam espontaneamente na alma sempre que ela é atormentada pelo Conflito dos Opostos, vale dizer, conflito de desejos ou necessidades que aparecem como absolutamente excludentes. É uma metáfora, uma das imagens recorrentes em todas as épocas e culturas sob as mais diversas formas e denominações, pois que representa um poderoso determinante da alma humana: o arquétipo da União (Conjunctio) especificamente a União de Opostos (Conjunctio Oppositorum, como diziam os alquimistas, em latim), a mais radical das uniões.

Digo a mais radical porque os opostos não se justapõem ou se mesclam simplesmente, como bananas num cacho ou tintas numa palheta de pintor, nem se deixam reduzir um ao outro por submissão violenta ou a golpes de raciocínios bem intencionados. Os opostos são o que são: opostos. Mas quando somos pegos pelo calor do embate que eles travam em nossa alma, imediatamente o arquétipo de União é ativado (tenhamos ou não consciência dele) lançando-nos à estranha aventura de reconciliar o irreconciliável. Tal aventura é inescapável pois que significa, se não a cura, ao menos alívio para um intenso sofrimento.

O arquétipo ativado traz esperança de calma, ordem no caos, inspira nobres ideais, mostra agora um pouco de felicidade ou a promete para um futuro próximo, alimenta utopias, fascina, alenta, convida a alma a não desesperar-se, encoraja-a a prosseguir entre as dificuldades. No entanto, ele também se manifesta por dúvidas, inseguranças, culpas, remorsos, depressões, ansiedades, estresses, e que tais.

E, também, por uma estranha teimosia que parece realimentar o processo de sofrimento. Mas não. É aquela aventura, também estranha, que exige as teimosias, obsessões, persistências, certezas, paranóias, manias, indiferenças, preconceitos, e outras coisas mais, para que nos mantenhamos no caminho e não percamos o rumo.

Assim, talvez, possamos perceber algum sentido em meio a tanto sofrimento e... talvez, vislumbrar o alívio.




As margens de um caminho não são opostas por si mesmas, tornam-se opostas em função do ponto de vista do caminhante. O lado direito e o esquerdo são os do caminhante, não os do caminho. Vale dizer, os da alma do caminhante, que facilmente projeta neles suas tensões em conflito. E é bom que o faça, pois a metáfora do caminho traz consigo diagnósticos e esperanças de transformação. 

Senão, vejamos: o lado direito e o esquerdo fazem às vezes de lados bom e mau, certo e errado, reto e torto, claro e escuro, consciente e inconsciente, esposa e amante, etc. No caminho se vai para frente ou para trás, se progride ou regride, há futuro e passado, se tem rumo ou se está perdido, ele está impedido ou desimpedido, os obstáculos são fáceis de serem transpostos ou muito difíceis, ele é perigoso ou nem tanto, se estamos só ou acompanhados, se nos ajudam ou não, se aguardamos a próxima curva, a próxima vila, ou se voltamos já. E será ainda possível o retorno? E a bifurcação? E a decisão numa encruzilhada? Muitas estórias... Espelhos onde a alma se reflita, se veja, reflita e se retoque.

Os opostos só existem na alma. Quando os lados direito e esquerdo de um caminho voltarem a ser apenas os lados direito e esquerdo de um caminho, então o caminhante estará em paz. E o arquétipo de União terá cumprido o seu desígnio.

Caminho do Meio é uma expressão que sugere evitar os caminhos extremos, cuidado, consideração aos dois lados da questão, atenção. Isso lembra os gregos.

Os gregos antigos ensinavam a temperança, a prudência, o bom senso, a moderação, a modéstia como um estado de espírito calmo e são (Sophrosyne). Esta era uma virtude que se contrapunha à Hybris que significava o contrário: desmedida, excesso, orgulho, insolência, impetuosidade, desenfreio, ultraje, insulto, desespero... violência! Nada em excesso, recomendavam seus mestres, contando maravilhosas estórias de homens e heróis castigados pelos deuses por conta de seus excessos.

Observa-se um benefício simples e ancestral da arte de unir opostos (é uma arte!) contemplando, por exemplo, a tensão de um arco retesado prestes a lançar a sua flecha (criada pela aproximação das duas extremidades “opostas” da haste de madeira unidas por um cordel) e a perícia do atirador em acertar o seu alvo (nem para cima demais ou para baixo, nem demais para a direita ou a esquerda). Outro exemplo ainda mais simples e mais ancestral ainda: o homem, a mulher, e seus filhos.

Observemos também os cuidados de afinação das cordas de um instrumento musical: não podem ser frouxas ou tensas demais. Esta foi exatamente a imagem que Buda usou ao tentar mostrar aos seus cinco ex-companheiros de rígido ascetismo que o corpo (e a mente) não deve ser agradado ou desagradado em excesso. É preciso encontrar o Caminho do Meio.

O caminho budista por excelência (Marga). Uma visão tântrica.



O caminho do Meio é conhecido na tradição budista como a Quarta Nobre Verdade, vejamos rapidamente as outras três:

A Primeira -- duhkha aryasatya (nobre verdade sobre a dor) -- anuncia que todos os seres vivos sofrem. Sofrem quando nascem, sofrem quando envelhecem, sofrem quando adoecem, sofrem quando morrem. Sofrem quando não se unem àqueles que amam ou se unem àqueles que odeiam, e sofrem quando deles se separam. Sofrem quando não conseguem realizar os seus desejos. Sofremos, metidos todos que estamos numa realidade que se transforma incessantemente. Insatisfação sem fim. A impossibilidade do descanso garantido. Só a insegurança não passa: o meu mundo não permanece, o meu corpo não permanece, eu mesmo não permaneço.

A Segunda – duhkha samudaya aryasatya (nobre verdade sobre a origem da dor) -- denuncia o desejo, a sede (trishna) de existir, de viver, sede de prazer, sede de poder, como a causa de todo o sofrimento. Desejamos a permanência do nosso mundo, do nosso corpo e de nós mesmos. Desejamos não só a permanência como ampliá-la, protegê-la. Estamos apegados a umas tantas coisas que temos por essenciais ou agradáveis que lutamos todo o tempo para que elas não se vão. Mas elas se vão. Mais cedo ou mais tarde, e não se deixam conservar.

O desejo se reproduz, vai de um a outro, e nos lança numa interminável corrente de dor: desejo de ser isto e de não ser aquilo, desejo de prazer e de não sofrer, de permanecer, não morrer. O desejo é a fonte de toda a ilusão, que por sua vez reforça o desejo, num ciclo vicioso infernal. O desejo alimenta a noção ilusória de um “eu” permanente e substancial que é “quem” sofre. É o suporte da dor, e a ela dá continuidade.

O desejo se acende e arde nas duas paixões que se opõem: o amor e o ódio, e se alucina com a própria ilusão que produz! -- O amor, desejo ardente de união (raga), representado no imaginário budista por um galo, ou uma pomba -- O ódio, desejo ardente de repulsão (dvesha), representado por uma serpente.

A ilusão, desejo ardente de não saber (avidya), ignorância, indiferença, preguiça, indiferenciação, inconsciência, indiscriminação, loucura, confusão (moha), representada por um porco, é o desejo de dissipação, que de tão dissipado já, pode nem mais aparecer como desejo. Atração, Repulsão e Indiferença – dois caminhos opostos e um pseudo caminho do meio -- são os chamados Três Venenos, Os Três Males.

A sede de existir, de viver, que começa e continua em ilusão, engano e dor, recomeça incessantemente a sua sina através dos sucessivos ciclos de renascimentos.

A Terceira – duhkha nirodha aryasatya (nobre verdade sobre a cessação da dor) -- prenuncia a libertação do sofrimento, o alívio da dor: se não nos apegarmos ao mundo, ao corpo e a nós mesmos, então não sofreremos jamais! Extinguindo o desejo faremos cessar a dor. Extinção do desejo, do apego, da sede de existir, do “eu”, do ciclo de renascimentos, da ilusão, enfim. Quando a chama se extingue, quando se foi o último alento, quando já não houver mais o sopro, ex- (nir) soprado, (vana) -- apagado de um sopro -- expirado (nirvana) estará o prazo da chama, do pavio, da vela. Extinguiu-se o incenso. Não há mais ações (karma) que exijam ter continuidade ou desejo de as ter. 

Elimine-se a causa que desaparecerá o efeito. Lógico e simples, não é mesmo? Lógico e simples demais... Na prática, porém, muito provavelmente porque não somos Budas, seja talvez impossível andarmos assim tão desapegados pela existência a ponto de não sofrermos nem ao menos um tiquinho. Mas também não precisamos e nem devemos nos exigir tanto, pois seria um excesso, e paradoxalmente estaríamos alimentando um desejo, ficaríamos apegados a uma mera idéia, mesmo que ela seja uma idéia tão nobre.

A vida concreta e cotidiana é, muitas vezes, mais generosa que a mente abstrata dos filósofos e sacerdotes em sua demanda das coisas absolutas. Se conseguirmos sofrer bem menos e esse sofrimento não nos afastar do caminho, já está muito bom.

Resumindo:

Primeira Nobre Verdade – Todos os seres sofrem.
Segunda Nobre Verdade – A causa do sofrimento é o desejo
Terceira Nobre Verdade – A cessação do desejo faz cessar o sofrimento.
Quarta Nobre Verdade – O Caminho do Meio faz cessar o desejo.




Ao contrário da nossa compulsão de viver, de ser, de ter, do nosso medo e pânico a respeito da morte, o budismo propõe a extinção, não a teme, almeja-a. Mas essa extinção não é, simplesmente, a morte do corpo, que é uma das formas materiais (rupa) e que é muito fácil de acontecer, mas também a morte da alma, como podemos entender a palavra sânscrita para nome (naman), o que, para os budistas, é muito mais difícil de acontecer.

Significa o conjunto das cinco sensações (vedana), provenientes dos cinco órgãos voltados para fora, ou instrumentos do exterior (bahir-karana) – olho, nariz, ouvido, língua, pele; as representações mentais dessas sensações, ou percepções (samjna); as conscientizações dessas percepções (vijnana); e a assim chamada mente, considerada um sexto órgão de conscientização, voltado para dentro, ou instrumento do interior (antar-karanam), formada pela atenção seletiva ou “intelecto” (manas), a atividade do ego (ahankara), o discernimento (buddhi). Em suma, características que configuram o que conhecemos por psique, (a alma).

A extinção do conjunto de nomes-e-formas (namarupa), a unidade psicossomática, alma-e-corpo, se dá ao longo de um caminho que pode durar muitas vidas, tantas quantas forem necessárias até que o não-saber (avidya), a ignorância, a escuridão, o sono, o sonho, a ilusão, cesse e ceda lugar à sabedoria (vidya), deixe surgir a iluminação (boddhi).

Caminhar pelo Meio é, pois, a arte de ir-se eliminando apegos pela vida a fora, e vida a dentro. É procurar não sofrer e não fazer sofrer. 

É procurar não estar enlaçado a uma coisa nem a seu oposto. É escorrer, fluir como água entre uma margem e a outra. Mesmo que as águas fluam com excessiva rapidez e esbarranquem as margens que a contêm, observe, sofra, mas tenha calma, não se desespere, espere, não há pressa.

Atenção para uma importantíssima diferença:

Caminho do Meio não é o mesmo que caminho medíocre. Não é cinzento, sombrio ou morno. Ele cheira e fede. Vão nele as Marias-sem-as-outras.

Não é atalho para hipócritas, nem o refúgio de ambíguos. Estes, e os confusos, perdem-se nele logo à vista da primeira encruzilhada. Passar entre dois extremos não é o mesmo que evitar os extremos. As águas de um rio não evitam as suas margens, ao contrário, apoiam-se nelas! Um trem não evita os trilhos que lhe dão o rumo.

Pelo Caminho do Meio sobe-se às mais altas montanhas e se desce aos vales mais profundos. Por ele se vai ao céu e ao inferno. É a coluna central, flexível como a da serpente, que se comunica com todas os aspectos da tragédia humana. É o fio da meada.

Nele, há calor e frio. Macho e fêmea. Há fraqueza e força. Espírito e matéria. Tudo e nada. Há vida e há morte. Nele, somos tolos e sábios, inteiramente luz e inteiramente treva. Não há meio-a-meio, é isto tudo e mais tudo aquilo. 

É inteiro e completo como a natureza é.
O Caminho do Meio tem os extremos. 
O caminho medíocre teme os extremos.

Não há como confundi-los: a virtude da temperança inclui temperos, temperaturas, não é insensível nem insípida, é plena de sabores, comporta mil saberes. Provar, conhecer o sabor, é saber. Saborear é o ofício do sábio.


Uma outra distinção merece ser feita:

Caminho do Meio não é o mesmo que meio do caminho.
Ele não nos leva a lugar algum. Na verdade, não é um caminho por onde se passe para chegar a um outro lugar mais distante, é um caminho onde se chega. Estar nele, caminhando, é já ter chegado. Estamos sempre no meio do caminho quando estamos sempre evitando alguma situação e ansiando por alguma outra. Um lugar lá atrás, um outro mais lá na frente. Sempre alguma coisa no passado e sempre alguma outra no futuro. Assim, estamos sempre no meio...

Observem, agora, esta passagem sutil: ESTAMOS SEMPRE NO MEIO.

Perceber que sempre estamos no meio do caminho, que sempre estivemos e estaremos sempre, é entrar no Caminho do Meio. Um caminho que, se podemos dizer conduza a algum lugar, conduz a ele próprio. Algo assim como caminhar tranqüilo na intimidade da própria casa.

Um caminho o mais reto possível que nos leve o mais rapidamente possível a algum lugar distante e exótico, para fora ou para dentro de nós, e ainda para mais além dos nossos mesquinhos problemas e insatisfações, não é o Caminho do Meio, embora seja exatamente assim que uma quantidade enorme de budófilos (os apegados ao Buda) o compreenda.

Qualquer caminho leva a todos os outros caminhos, o que vale dizer que levam todos a si mesmos, a diferença está no jeito com que se caminha. 



O viajante estará perdido se tentar encontrar algo diferente de si mesmo, já que na verdade, é só o que ele encontra constantemente. Um budista senta-se à sombra de uma árvore e descansa. Descansa de si mesmo, em si mesmo. Ao reiniciar sua caminhada caminhará sentado, sabendo que por mais longe ele chegue, por mais que ande, estará sempre ali, chegado. Tornará sempre a si mesmo, àquele mesmo descanso, à sombra mesma daquela árvore.

Ora, um caminho que nos traz de volta sempre ao mesmo ponto, certamente não é um caminho reto, mas de natureza curva, circular. Caminhar em círculos, eternamente, sem chegar a parte alguma, parece coisa de louco, ou pelo menos de alguém completamente perdido. E é mesmo. 

Mas é isso o que fazemos normalmente, sem o saber, agarrando-nos a objetivos provisórios aos quais conferimos valor perene: uma profissão, um cargo público, um casamento, um filho, uma conta no banco, uma religião, um amor, um ideal político... Nos enganamos assim, e sofremos muito quando o que parecia eterno se esvai impiedosamente diante dos nossos olhos incrédulos.

Quando sabemos disso, quando sentimos seu gosto, seu estranho sabor, então já não é mais possível crer em metas ilusórias tendo-as por verdadeiras. Imediatamente já não estamos mais na periferia de nós mesmos, mas chegados a uma espécie de Centro surgido inesperadamente do nada (ou do tudo) que nós somos.

Caminho do Meio é o caminho do Centro. 

Nele encontram-se todos os extremos. Nele todos os extremos se apoiam. Dele jorram todas as diferenças. Aqui já não há (ou ainda não há) a terrível luta entre os opostos. Estes, no Centro, de alguma forma, se ajeitam por si mesmos.

Um bicho acuado entre dois monstrengos pode, no máximo, escapar com alguma habilidade, fazer algum tipo de malabarismo, algum equilibrismo, ser hábil, esperto -- o que é bom -- mas não propriamente um sábio, um Desperto (Buddha). Não escapará de si mesmo, e tornará a encontrar os monstrengos, até cansar (e descansar) no Centro...

O Caminho do Meio é representado no budismo por uma roda de carroça com oito raios e um centro vazio. Os oito raios, que se “opõem” entre si, representam os oito caminhos principais (é infinito o número de oposições possíveis) que ligam a periferia da roda ao seu centro. Por isso o Caminho do Meio é também chamado de O Nobre Caminho Óctuplo (aryastangamarga).

Imaginemos que estamos todos amarrados a uma enorme roda de carroça em movimento; que tentamos faze-la parar quando chegamos no alto, aliviados da dor, e sentindo prazer mesmo que saibamos que outros de nós, lá embaixo, no extremo oposto, estraçalham-se em sofrimentos e desejam com ardor que a roda se mova.

Imaginemos que essa roda não pára nunca e, em breve, voltará a nossa vez de suportarmos o alívio dos outros, e o peso dessa lei inexorável. Se não tentamos nos enganar, e aos outros, veremos cruamente que é mesmo aí onde estamos metidos e daí não se sai fácil, não se sai falso.

Ser verdadeiro é muito difícil pois embora sendo esta uma grande virtude, o que ela expõe aos olhos da consciência costuma ser muito assustador, mormente aquela dança macabra que é o drama oculto no majestoso girar da Roda da Existência, Roda da Vida, ou Roda do Vir-a-Ser (Bhavachakra).

Encontrar um jeito de ser o que se é mesmo. Eis nossa tarefa! Ser autêntico da melhor forma possível. Estar no centro das próprias contradições, revelá-las, deixar que elas tramem alguma arte. O que há de comum em cada um dos oito caminhos é exatamente a autenticidade. Na verdade, os oito caminhos são um só: ser próprio, não imitar, ser igual a si mesmo, autêntico. Não se trata de obedecer a um código de regras prefixadas em busca do comportamento perfeito. 




A palavra sânscrita samiak e a sua equivalente páli samma significa algo como “completo em si mesmo” e pode ser traduzida nas línguas ocidentais por right, richt, proper, perfect, certo, direto, direito, reto, correto, pleno, perfeito, próprio, completo, inteiro, integral, puro, verdadeiro, autêntico, etc. 

Com exceção dos adjetivos reto, certo, direto, direito (right, richt) – que sintomaticamente revelam a compulsiva impaciência ocidental para tratar das questões da alma – os demais têm uma conotação mais próxima do sentido original, mais rotunda, mais cheia, plena de suas partes.

Eu prefiro autêntico, porque esta palavra, embora seja também muito mal usada e compreendida, pois parece justificar quaisquer ações, palavras ou pensamentos, é a que reclama mais atenção para o que se faça, fale ou pense. Portanto, exige mais responsabilidade. O que fazemos espontaneamente pode ser bom ou muito ruim para nós mesmos e para os outros. Depende do que se tem na alma.

A atenção dilui os impulsos nefastos e... concentra-se (junta suas partes no centro). Se somos autênticos, por qualquer dos caminhos chega-se ao centro, e de lá a todos os outros, rapidamente.

Abaixo seguem os oito caminhos, em sânscrito, com a tradução que me parece a mais adequada e algumas outras possibilidades; entre aspas o sentido aproximado de algumas palavras sânscritas; e em itálico a tradução para o inglês.

1º- Compreensão autêntica (samyag drishti) – concepção, visão, view. 

2º- Decisão autêntica (samyak samkalpa) – determinação, resolução, resolve. 

3º- Fala autêntica (samyag vak) – “palavra”, discurso, linguagem, speech.

4º- Conduta autêntica (samyak karmanta) – “ações”, action.

5º- Sustento autêntico (samyak ajiva) – “enquanto se vive”, meio/modo de vida, trabalho, livelihood.

6º- Empenho autêntico (samyag vyayama) – aplicação, esforço, effort.

7º- Atenção autêntica (samyak smirti) – mindfulness.

8º- Contemplação autêntica (samyak samadhi) – “absorção”, fixação, meditação, concentration.


Compreender, decidir, falar, agir, sustentar-se, empenhar-se, prestar atenção (ouvir), contemplar. Autenticamente. Isto é, sem fingir. Até mesmo o fingir pode ser autêntico, e quando o é, podemos nos perceber artistas.

Tais caminhos por serem autênticos, verdadeiramente não se opõem. Mas não só esses oito, mostrados desde o início pela tradição budista. Se autêntico, podemos acrescentar: caminhar, tomar chá, lutar, comer, plantar, cozinhar, enfeitar, vestir-se, fazer amor, conversar, cantar, dançar, pintar, sofrer, morrer... e tudo o mais.

Nada podemos fazer para sermos autênticos. Imagine uma girafa esforçando-se para ser girafa. Não há normas para o Caminho do Meio, nem mesmo esta. Com as normas podemos apenas criar um personagem qualquer, que possa até ser muito útil e interessante a nós mesmos ou aos outros, mas não seremos necessariamente autênticos.

Podemos tentar apenas não ser falsos.
Mergulhar em nossa mediocridade, profundamente, e chafurdamos nela até o limite do nojo. Podemos também, depois disso, sentarmo-nos sobre a pedra que há no meio do caminho e ali, então, descansar, talvez verdadeiramente.

O Caminho do Meio é um tesouro invisível. Surge à imaginação enquanto ainda não o encontramos, ou quando já o perdemos. O medíocre meio do caminho tem a peculiaridade de ser bem visível, principalmente nos outros e aos outros.

Não sabemos tanto o que é a verdade quanto sabemos ser a mentira. Nos enganamos mais facilmente quando lidamos com a verdade, mesmo quando tentamos ser honestos. Nossas certezas costumam mostrar-se precárias com o passar do tempo. No entanto, sabemos quando mentimos.

É, pois, mais fácil (?) falar da mediocridade que da sabedoria, já que é possível vê-la. Por aí devemos começar. O Caminho do Meio virá por si mesmo, e por si mesmo irá embora se não soubermos andar por ele.

Por ser assim tão invisível, é também chamado o Não-Caminho.

Estamos acostumados a parar de caminhar apenas quando já chegamos, mas aqui trata-se justamente do oposto: chegamos quando paramos de caminhar!


Quem busca estará sempre no meio do caminho.
Quem encontra estará sempre no Caminho do Meio.

O próprio Caminho do Meio, portanto, não pode ser buscado jamais, apenas encontrado. Tudo o que se encontra nos remete a ele, mesmo as coisas mais desprezíveis.

O caminho que nos leva não entre os opostos, mas através deles; o caminho que nos leva não para longe dos extremos, mas para dentro deles, este é o Caminho do Meio.




No centro da Roda do Vir-a-Ser, no olho mesmo da confusão, aqui, bem no meio do caminho, alucinados pelo desejo, possuídos pela paixão, agarrados às coisas do mundo, sofridos, radicais, imperfeitos, pecadores ... há uma flor. 

Há uma flor agora. Há um belo e puro lótus, desses que crescem nos pântanos mais imundos. Sobre ele senta-se em paz o Desperto.

TFA/PP

Adaptação/Ilustração: 

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Indicação de Livros:


25 de maio de 2013

A ESTRELA DE DAVID / O SELO DE SALOMÃO - E SUA HISTÓRIA:



Estrela de Davi (em hebraico: מגן דוד, traniteralção. Magen David), conhecida também como escudo supremo de Davi (David), é um símbolo em forma de estrela formada por dois triângulos sobrepostos. O nome David em hebraico é composto de três letras na seguinte ordem: Dálet-Vav. Dálet. No hebraico antigo, a letra Dálet tinha a forma semelhante a um triângulo com vértice para cima. 

Quando este símbolo foi gerado, não sabemos ao certo, no entanto sabemos que este símbolo é geometricamente construído em forma de estrela com as duas letras Dálet que compunham o nome David (entrelaçando-as, e girando uma das letras em 180o. para que seu vértice se colocasse para baixo). Com o tempo, este símbolo tornou-se símbolo da nação de Israel e do povo judeu, estando presente na própria bandeira de Israel.

No entanto, há um significado maior na estrela de David, que gostaria de comentar. A estrela de David é um símbolo do Messias de Israel:

Estrela de David – conhecida também como Escudo supremo de David – é uma expressão que vem do hebraico (ou hebreu) מגן דוד, “Magen David”, referindo-se a um símbolo em forma de estrela formada por dois triângulos mágicos sobrepostos, iguais, tendo um a ponta para cima e outro para baixo. Outro nome dado a este símbolo é "Selo de Salomão".

A palavra magen significa escudo, broquel, defesa, governante, homem armado, escamas. O substantivo magen, refere-se a um objeto que proporciona cobertura e proteção ao corpo durante um combate.

PASSAGENS BÍBLICAS:

DEPOIS destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão. Gen 15:1

Casa de Arão, confia no SENHOR; ele é o seu auxílio e o seu escudo. Sl 115:10

Bem-aventurado tu, ó Israel! Quem é como tu? Um povo salvo pelo SENHOR, o escudo do teu socorro, e a espada da tua majestade; por isso os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás sobre as suas alturas. Dt 33:29
Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade, Pv 2:7

Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Pv 30:5




O NOME DE DAVID ESCRITO EM HEBRAICO:

De acordo com a tradição judaica, este símbolo era desenhado ou encravado sobre os escudos dos guerreiros do exercito do rei Davi. 

Esta tradição teve origem no fato de o nome hebraico para David (pronunciado David) ser escrito originalmente por três letras do alfabeto hebraico - Dalet, Vav e Dalet. Estes duas letras Dalet tinham uma forma triangular no alfabeto hebraico usado até então, uma variação do alfabeto fenício, conhecido como proto-hebraico. Estas duas letras então eram encravadas nos escudos dos soldados uma sobreposta a outra, formando uma espécie de estrela. Apesar de ser uma explicação plausível, carece de provas históricas ou arqueológicas para prová-la.

A forma atual do Escudo de David já aparecia em diversas culturas do Extremo Oriente há milhares de anos, só nas últimas centenas de anos que mudou-se para um símbolo puramente judaico. Este símbolo apareceu primeiramente ligado aos judeus já na Era do Bronze - no século IV a.C - num selo judaico achado na cidade de Sidon. 

Ele também aparece em muitas sinagogas antigas na terra de Israel datadas da época do Segundo Templo e até mesmo em algumas depois de sua destruição pelos romanos. Não lhe era dado, ao menos aparentemente, um significado tão especial ou místico, mas ornamental, assim como muitas Estrelas de Davi foram achadas ao lado de “Escudos de Salomão” (estrelas de cinco pontas ou pentagramas) e, curiosamente, ao lado de suásticas. Um exemplo é o friso da sinagoga de Cafarnaum (século II ou III da era comum) e uma lápide (ano 300 da era comum), encontrada no sul da Itália. Apesar disso, a Estrela de Davi não aparece entre os símbolos judaicos mais importantes do período helenístico.



Mezuzá Judaica Ornamentada com um Escudo de Davi:

A identificação efetiva da Estrela de Davi com o Judaísmo começou na Idade Média. Em 1354, rei Karel IV concedeu o privilégio a comunidade judaica de Praga de ter sua própria bandeira. Os judeus confeccionaram, num fundo vermelho, um hexagrama, a Estrela de Davi, em ouro. Documentos referem-se a este símbolo como sendo a “bandeira do rei Davi“. Em Praga, a estrela de seis pontas – sempre chamada de “Maguen David” – passou a ser usada tanto em sinagogas, como no selo oficial da comunidade e em livros impressos. No século XIX, difundiu-se o símbolo da Estrela de Davi também nos carimbos de judeus e sobre cortinas das Arcas Santas das sinagogas.

Junto com parte dos judeus devotos, expandiu a alegação de que a origem do símbolo da Estrela de Davi estava nas diretamente ligado as flores que adornavam a Menorá - candelabro de sete braços que fazia parte dos objetos do Templo em Jerusalém – feitas numa forma de relevo de lírios de seis pétalas, que faziam uma silhueta parecida com a forma da Estrela de Davi. Entre os que crêem nesta suposta origem do famoso símbolo, há uma interpretação que a Estrela de Davi foi feita diretamente pelas mãos do próprio Deus de Israel.

As Diferentes Influências no Símbolo:

Existem intérpretes que argumentam que o lírio branco que é composto por seis pétalas num estilo parecido com a Estrela de Davi. De fato, esta é a flor que é identificada com o povo de Israel no livro bíblico de Cântico dos Cânticos.

Há pensadores que viram no conceito de “Estrela de Davi” e nos dois triângulos que a compõe uma ligação ou conexão com o elemento macho (o triângulo com a ponta voltada para cima, constituindo o símbolo masculino) com o elemento fêmea (o triângulo voltado para baixo, constituindo a forma de um receptáculo). Há os que viram neste símbolo a relação entre o elemento celestial que aspirado para a terra seu poder (o triângulo com a ponta para baixo), contra o elemento terrestre que aspira para o céu sua influência (o triângulo que aponta para cima). Outros pensadores argumentaram que a Estrela de Davi constituída por seis pontas representaria o domínio celestial sobre os quatro ventos, sobre o que está em cima e sobre o que está em baixo na terra.

De acordo com a Cabala (livro de mística judaica), a Estrela de Davi insinua a representação das sete emanações divinas (sefirot) inferiores. Cada triângulo dos seis triângulos que formam os lados da estrela representariam uma emanação e o centro dos triângulos maiores sobrepostos da Estrela de Davi representariam a emanação denominada Malchut.

O filósofo Franz Rosenzweig deu uma outra interpretação muito peculiar à Estrela de Davi, quando afirmou que um dos triângulos constituintes do símbolo seria a representação da base de focos que caracterizam o pensamento do mundo – Deus, o homem e o mundo. Obviamente, havia filósofos que não criam na existência de Deus, de um mundo físico ou de uma humanidade separada do mundo real, mas ainda estes focos constituíam, na sua opinião, a base da filosofia de sua geração. 

O outro triângulo representaria, na sua cogitação, a posição do Judaísmo nestes assuntos. Num nível bem básico, o Judaísmo se ocuparia na reflexão sobre as relações que existem entre estes fatores, no tocante os três fundamentos principais do Judaísmo, na opinião de Rosenzweig: a Criação (a relação entre Deus e o mundo), a revelação (a relação entre Deus e o homem) e a redenção(a relação entre o homem e o mundo). Os Cristianismo utilizam o símbolo como sinal de respeito à Israel, sendo esse o lugar onde eles acreditam que Jesus voltará.

CURIOSIDADE SOBRE A ETRELA DE DAVID:

Depois do estabelecimento do Estado de Israel, quando não foi aceita a proposta de Herzl no tocante de uma bandeira com sete estrelas e outra idéia de uma com sete Escudos de Davi, o Conselho do Estado Provisório aceitou a decisão do comitê de uma outra proposta de um símbolo e de uma bandeira, confirmados em 28 de outubro de 1948. E assim mudou a estrela de Davi de um simples símbolo judaico ornamental para o nível de símbolo supremo do recém estabelecido Estado judeu, sendo parte central da bandeira da nação, tendo por cima e por baixo dela duas faixas azul-celestes. Porém, os cidadãos árabes do novo Estado argumentaram que não se identificavam com uma bandeira que era composta unicamente por símbolos judaicos – a Estrela de Davi e uma representação, por meio das duas faixas azuis, do xale de orações judaico (chamado em hebraico de Talit). Os participantes do grupo Naturê Karta também pararam de usar a Estrela de Davi depois deste evento, argumentando que este era um símbolo que representava um Estado sionista.

Semelhante como são representadas organizações como a Cruz Vermelha e a Crescente Vermelha, usando símbolos de destaque de suas nações, a organização israelita de ajuda humanitária e médica, denominada Escudo de Davi Vermelho (ou Maguen David Vermelho), é representada – como o próprio nome já diz - por uma estrela de Davi vermelha como símbolo oficial. Esta organização de pronto-socorro médico, porém, não alcançou ainda um reconhecimento oficial internacional como as suas correspondentes nos países cristãos ou muçulmanos.





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Referências:

Michel Costa – “A faixa dourada, o selo de Salomão e o Escudo de Davi”, Sifriat Poalim, 1990 - מיכאל קוסטא, חתך הזהב, חותם שלמה ומגן דוד, ספריית פועלים, 1990.

Ligações Externas:

[1] Escudo de Davi Verde – Organização pelos animais – Site oficial (hebraico)
[2] Escudo de Davi Vermelho – Organização de socorro médico – (hebraico)
[3] O Escudo de Davi de acordo com a Cabala (hebraico)

24 de maio de 2013

O LIVRO DO CONECIMENTO (AS CHAVES DE ENOCH)


 As Energias do Trono são os “Nomes Sagrados” que podem levá-lo
para dentro da Pirâmide e mostrar-lhe os “Milhões de Miríades de
Pirâmides” todas interrelacionadas no Trono do Divino.


1. O Senhor tornou manifesto os Nomes Sagrados de Zion para a
purificação do corpo e a limpeza da alma; e todos os confins da Terra
verão a salvação de Deus.

2. Os Nomes Sagrados que nos foram dados podem levar vocês à
percepção consciencial com a pirâmide bioquímica viva de vocês. A
pirâmide bioquímica viva de vocês corresponde ao corpo em uma
posição especial de meditação energética. Ela representa o corpo em
um campo de energia tridimensional que funde as relações entre as
qualidades sensoriais do corpo e as qualidades divinas da alma. Isto
é obtido através da Linguagem Divina.

3. Assim, usando os códigos corretos de energia vocês conseguem
perceber e se conectar com os mundos do Trono. Cada um destes
mundos do Trono possui seu código energético especial; estas são
as "energias-Trono", que são expressões dos nomes divinos
tornando-se mantras. Estes "Nomes Sagrados" formam suas próprias
combinações apropriadas de mantras para comunicação.

4. Estes mantras ativam a comunicação pictográfica com a
Irmandade, quando usados com a combinação adequada de códigos
e com os equilíbrios energéticos adequados de Amor.

5. O veículo corporal então é ativado pelas energias-Trono do
conhecimento Divino, de modo que o veículo físico veste a pirâmide
dourada, que é o veículo do Eu Superior usado para entrar nos
mundos Trono do Pai. Através deste processo, o veículo corporal
torna-se mais que um simples templo para participação em atividades
espirituais; ele torna-se um "templo de iniciação" contínua para que
os mundos Trono se recriem através de vocês.

6. Através deste processo, vocês podem iniciar uma conexão direta
entre a "Mente" do Pai, a "Mente" do Filho e a mente de vocês, o que
ativa uma pirâmide Shekinah de luz Dourada envolvendo o corpo de
vocês. Este é o significado da matemática desta chave, a relação 1-1-
1 dos universos Pai, Filho e Shekinah, que pode operar dentro de
vocês.

7. Esta é a malha que quando estabelecida lhes permite entrar no
"milhão de miríades de pirâmides", pois tudo está "interrelacionado no
Trono do Divino". Assim como existe um circuito através de todo o
corpo de vocês, existe também um circuito maior através de toda a
crosta da Terra e através do universo próximo, que é um sistema de
poder especial da Luz Viva.

8. Com a utilização adequada dos "Nomes Sagrados" dos Senhores
de Luz, vocês podem ativar uma troca de energia direta,
influenciando qualquer componente ou corpúsculo de inteligência
dentro do sistema circulatório da malha que está ligada à pirâmide
energética de vocês.

9. Assim, harmônicas geométricas são usadas para formar
frequências vibratórias, que usam os elementos constituintes
piramidais de malhas mensuráveis para penetrar em um sistema
harmônico. Este sistema harmônico maior permite que diferentes
combinações e padrões estrutura dos de ondas se unam e formem
miríades de ondas e elementos químicos. Estes, por sua vez, reagem
entre si para alterar as relações químicas e elementais que reagem
entre si para formar substâncias físicas e mudar as aparências
físicas.

10. A realidade física como um todo é tangível para nós, porque está
formada de harmonias piramidais básicas, ou harmônicas de
velocidades angulares ou formas ondulatórias de Luz.

11. Destas harmonias básicas ou, formas ondulatórias ressonantes
simples, miríades de outras ondas são criadas, as quais se
combinam em uma ressonância harmoniosa umas com as outras,
formando assim as estruturas físicas do nosso universo adjacente.~

12. Através das harmônicas de ondas iniciadas pelos mantras, as
formas-pensamento positivas podem ser compartilhadas com pontos
escolhidos de comunicação. Estas formaspensamento podem ser
usadas para compensar a estrutura de malha psi negativa de controle
consciencial, que prende a criatividade do Homem em uma sintonia
consciencial tridimensional ilimitada.

13. Juntamente com os Nomes Sagrados, técnicas de respiração
especiais de indução são usadas para penetrar na própria
consciência dos Nomes e para manter um certo controle vibratório
sobre o processo psicoquímico.

14. Com uma só inspiração, vocês absorvem vida, alento, alimento,
saúde, vigor - e o condicionamento necessário para a viagem rumo à
Eternidade com os Mestres especiais do Pai.

15. A "respiração" atravessa os níveis de som e cor, que representam
a energia de Luz nos diferentes níveis de excitação por meio dos
quais o participante experiencia a chama ficando cada vez mais
brilhante, até que ele percebe contornos de seres de Luz movendo-se
de um lado para o outro.



16. O calor e as línguas de chama radiantes desdobram a vestimenta
do Pai dentro de nós e tomam-se a florescência de Seu Amor.

17. A Luz cresce até que a chama interna não sente qualquer medo,
mas sente a comoção do Seu Amor Divino.

18. Os Nomes Sagrados também criam o veículo de Luz que nos
permite viajar pelas vibrações da mente, para que possamos entrar
nas mentes conscienciais daqueles que adormeceram nos mundos
entre este e os mundos Trono superiores de YHWH.

19. Através dos Nomes Sagrados integrados ao poder protetor do Ain
Soph, podemos até mesmo penetrar nos mistérios do submundo e
das câmaras das águas sob a Pirâmide. Lá, podemos dar
testemunho daqueles que falharam em suas missões e portanto
estão presos dentro das malhas vibratórias da Terra, dentro das
malhas piramidais subterrâneas.

20. Estas são as almas perdidas que estão aprisionadas dentro do
Rio consciencial abaixo da Pirâmide. Elas devem dar testemunho na
Sala de Iniciação para que todos os Mestres Ascendidos que
assumem a forma possam compreender esta missão. "Falhar nesta
missão é viver nas formas-pensamento da Terra, nestas malhas
vibratórias até o Dia da Ressurreição" .

21. Através dos Nomes Sagrados, cooperaremos com o Ofício do
Cristo na ressurreição destes corpos conscienciais de inteligência
"procedentes do túmulo".

22. (Os Nomes Sagrados são também usados para ressuscitar os
mundos caídos além da compreensão do homem).

23. Para ativar completamente as "energias-Trono", é necessário
usar também as malhas Urim e Thummim para construir modelos de
ressonância, os quais são colocados em alinhamento com as malhas
de energia sagradas no planeta assim como com as redes da
Merkabah de Luz.

24. Os Urim e Thummim são "as luzes" de cristais carregados que
produzem um efeito de campo cromático por meio do qual as formaspensamento
de oração podem ser dirigidas ao longo de qualquer
número de malhas de energia, permitindo a eletrificação da matéria.

25. Estes cristais Urim e Thummim podem ser materializados pelos
Mestres de Luz para prover recursos a um trabalho especial. Estas
pedras devem ser colocadas em frente ao corpo, para que o terceiro
olho espiritual possa usar os cristais como um ponto focal. Um cristal
chave serve como um ponto focal chave para a energização dos
cristais, que são colocados em um padrão de duas Mogan David.

26. Estas são usadas na condição de oração onde é necessária a
concentração do terceiro olho sobre um determinado cristal ao entrar
e sair dos estados de meditação vocal.

27. O mandato para o uso destas pedras foi dado aos verdadeiros
sacerdotes de Israel que eram os eleitos do Nome (Êxodo 28:15-28).

28. O Nome foi o Nome de YHWH ao fundo dos Nomes Sagrados
que deviam ser levados aos confins da Terra, construindo um templo
de vibração para a glória do Nome revelado de Deus - YHWH.

29. Estes Nomes Sagrados incluem aqueles dentro da Bíblia cujos
nomes possuem a matemática que se desdobra de acordo com os
padrões vibratórios que abrangem a Torah Or completa.

30. Estes Nomes Divinos sustentam o poder da transmutação de
forma que a genealogia sagrada dos 76 nomes de Adão a Cristo e
dos 76 nomes da genealogia sagrada dos Mestres Espirituais de
Metatron a Safkas, formem uma reláção dialética com a genealogia
dos 76 nomes sagrados egípcios, resultando no modelo antropóide
da história (de Mena a Menrnaatra) que será ressuscitado no final do
tempo.

31. É através dos Nomes Sagrados do Trono do Cristo, e através de
Metatron e dos Elohim e através do Trono de YHWH, que os Mestres
se conectam com o Homem para purificar e ressuscitar nosso corpo
de modo que nosso Nome seja escrito no Livro da Vida.

32. Assim, à medida que abrimos as escrituras reveladas de YHWH e
trabalhamos com a Torah Or e seus Nomes Sagrados,
compreendemos que ela é uma Pirâmide de Luz e que cada Mestre
Ascendido é uma pedra angular. Dentro da Torah Or estão os
limiares internos de todos os níveis da psicologia, filosofia,
astronomia e cosmologia humanas, construídas dentro da nossa
dimensão cósmica.

33. A Torah Or inclui as Escrituras do Novo Testamento e as
Escrituras do Antigo Testamento, que formam a Pirâmide de Luz
dentro da Estrela de David. Ambas são necessárias para levar a
humanidade a uma conexão direta com o ensinamento das Ordens
Filiais de Luz que nos capacitam a entrar em novas criações
estelares.

34. Estas escrituras formam a Mogan David, que codifica a
consciência humana para receber as Irmandades que formam a
pedra de topo da Luz Viva. Cada Irmandade Filial funciona como a
Estrela Matutina, iniciando uma relação entre um universo-Filho e um
novo campo planetário sendo amadurecido para criação, sendo
amadurecido para cruzar o Alfa e o Ômega para uma nova criação.

35. O Amor do Pai é tão grande que nenhuma forma de inteligência
nos céus ou na terra consegue escapar das vibrações destes Nomes
Sagrados. Elas penetram até mesmo nas passagens mais escuras
dos templos desta Terra e nas regiões amorfas do Sheol, para
levantar a face e o semblante da vida de volta para a face do Ain
Soph Divino, de onde a Eternidade surgiu.


Fonte: O Livro doConhecimento ( As Chaves de Enoch )
Pagina 123

21 de maio de 2013

Banhos de Defesa e Proteção Individual:



Atualmente, no Brasil, os banhos de ervas, folhas e flores sofrem a influência de diversas culturas. Este conhecimento garante que os banhos podem lavar o corpo e a alma, renovando as energias da aura humana, espantando a má sorte e atraindo a felicidade para nós. É só comprovar, pois há banho para tudo.


Algumas Dicas Importantes:



Os banhos devem ser acompanhados de preces pessoais espontâneas e sinceras. Peça. Converse com os Deuses.

As flores e ervas frescas não devem ser fervidas. O valor energético das mesmas se perderá.
Caso não consiga flores e ervas frescas, você pode usá-las secas. Neste caso, poderá colocá-las em água fervente e abafá-las. Evite fervê-las.

Se estiver sentindo frio, acrescente ao banho, já preparado, uma quantidade de água mineral quente.

Os resíduos dos banhos devem ser devolvidos à natureza. Coloque os resíduos num jardim ou no mar. Não se joga no lixo flores e ervas utilizadas em banhos energéticos, pois, se forem devolvidas à natureza, servirão como adubo.

Na verdade não existe mal algum em jogar uma mistura de sal grosso e água na cabeça. Afinal de contas, nós não tiramos a cabeça para entrar no mar, onde há maior concentração de sal que nos banhos de limpeza energética. O que causa desconforto e cansaço é manter o sal no corpo por muito tempo. Por isso, três horas após um banho com sal grosso, banhe-se apenas com água, caso use o banho da cabeça aos pés.

Banhos preparados com ervas como arruda, comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge e pára-raios não devem tocar a cabeça. Podem causar cansaço, letargia, dores e insônia. Evite-as.



Para atrair o Amor

2 litros de leite
4 colheres de mel
1 maçã vermelha ralada
2 pauzinhos de canela


Ferva o leite e acrescente os demais ingredientes. Deixe esfriar. Coe e use após o banho higiênico, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão. 


Para Paixão

1 maçã vermelha ralada
1 maço de salsa fresca
4 litros de água mineral
4 colheres de mel de flor de laranjeira


No primeiro dia da lua cheia, coloque a água numa vasilha grande e acrescente os demais ingredientes. Coloque a vasilha num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua cheia. Na manhã seguinte, coe a mistura e utilize-a, após o banho habitual, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão. Os homens devem retirar a salsa e utilizar o banho apenas com os outros ingredientes. 


Para Fartura e Prosperidade

4 litros de água mineral
6 paus de canela pequenos
1 colher de chá de noz moscada ralada
6 folhas de louro
1 colher de sopa de erva-doce ou funcho
6 moedas douradas ou uma peça de ouro
Pétalas de rosa amarela


Num dia de lua cheia, ferva a água e acrescente os demais ingredientes, exceto as pétalas da rosa amarela. Coe. Guarde as peças de ouro e as moedas. Deixe esfriar e antes de utilizá-lo, acrescente as pétalas de rosa. Tome o seu banho habitual e utilize a mistura derramando-a generosamente da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão. 


Para Sorte e Harmonização

4 litros de água mineral
2 colheres de sopa de óleo de amêndoa para o corpo
10 gotas de essência de rosas
Pétalas de rosa branca, lírio e angélica
1 quartzo branco bruto
1 quartzo rosa bruto
1 citrino bruto
1 ametista


Numa noite de lua crescente, coloque todos os ingredientes numa vasilha grande e deixe-a num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua. Na manhã seguinte, após o banho higiênico, banhe-se na mistura, comprimindo as pétalas de rosa sobre a pele do corpo. Não se enxugue. Vista-se com um roupão e enrole uma toalha nos cabelos. Vista-se com roupas claras. 


Para Proteção Espiritual

10 ramos de alecrim fresco, sem os galhos
30 gotas de essência de verbena
1 punhado de sal grosso
4 litros de água mineral
 


Ferva a água, desligue a chama e coloque os ramos de alecrim e o sal grosso. Deixe esfriar. Macere o alecrim com as mãos, como quem esfrega uma roupa. Antes de utilizar o banho, acrescente as gotas de verbena. Banhe-se do pescoço para baixo e deixe a água secar naturalmente ou use um roupão. Duas horas depois, tome uma chuveirada, se estiver sentindo um sono anormal. 


Para afastar o mau olhado ou quebranto

3 litros de água mineral
1 garrafa de cerveja clara
 

Misture a cerveja com a água e banhe-se da cabeça aos pés, após o banho higiênico. Enrole uma toalha na cabeça e vista-se sem enxugar-se. 

Para retirar a negatividade

4 litros de água mineral
2 punhados de sal grosso
2 dentes de alho roxo cortados em cruz
5 galhos de arruda macho
5 galhos de arruda fêmea


Ferva a água com os dentes de alho cortados. Quando a água estiver morna, acrescente a arruda, tratando de macerá-la, até que esteja totalmente desfeita. Misture o sal. Deixe esfriar e coe. Use do pescoço para baixo, após o banho habitual. Passadas duas horas, tome uma chuveirada de água morna ou fria. Faça na lua minguante.
 



TFA/PP
Ilustração/Pesquisa: Ir Daniel Martina


Livros Indicados:  O ERVEIRO  -  A MAGIA DIVINA DAS SETE ERVAS 

5 de maio de 2013

A GRANDE HISTÓRIA DO UNIVERSO EM 18 MINUTOS (por David Christian)


Como o universo veio a existir? Por que funciona desta maneira? Por que nos encontramos neste pequeno planeta cheio de vida? Se você quiser saber mais sobre a humanidade deve perguntar sobre todo o universo.

Munido com ilustrações impressionantes, David Christian, narra a completa história do universo, do Big Bang à internet, em 18 fascinantes minutos. Esta é a "Grande História": uma esclarecedora e ampla visão sobre a complexidade, a vida e a humanidade, em contra-ponto à nossa exígua existência na linha de tempo cósmica.

Já explicamos em detalhes cada um destes eventos da linha do tempo do universo. Mas esta fabulosa palestra do TED recapitula de maneira eloquente como o universo cria complexidade falando sobre toda a sua história desde 13,7 bilhões de anos atrás.




TFA/PP
Ir MM.´. Daniel Martina FRC

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