21 de março de 2011

O Significado da Coruja


Quanto mais um xamã é poderoso, mais aliados ele tem. Mais amizade ele tem com as inteligências que percorrem o Universo. Atena, a Deusa da cidade de Atenas, tem por símbolo a coruja. Na Realidade, a coruja é um Animal de Poder, que muitos xamãs usam e até simples cartomantes. A coruja é símbolo de sabedoria.

Viagem Interior:

 Deixe a Luz do Sol permear você.
Você esta tomando consciência da Luz que você é,
e você deixe a noite cair sobre a floresta,
deixe a noite abraçar as altas arvores.
Você esta caminhando para o Templo da Lua.
Deixe o luar da sua aura mostrar o caminho.
A Deusa lunar, a Deusa vestida de luar,
recebe você com uma profunda afeição.
Oferece a você, de presente,
outro Animal de Poder, uma Coruja.
Você agradece a Deusa com emoção.
E para conhecer de verdade seu novo aliado,
você entra em comunhão com a Coruja.
Você veste a Coruja.
Você, a consciência que você é, veste a Coruja.
Sem deixar de ser você, você é a Coruja,
e levanta vôo no luar da floresta,
escutando o som abafado das suas asas,
voando no luar da floresta.
Olhe, olhe os mistérios da noite,
olhando através das trevas com facilidade,
olhando os segredos noturnos da floresta.
Voando até a cachoeira úmida de luar.
Escutando o barulhinho da água.
Respirando o ar úmido.
Olhando a cachoeira brilhar nas trevas.
Olhando através das trevas.
E você voa no seu mundo interior,
no espaço escuro, misterioso,
do seu mundo profundo,
voando na imensidão da sua memória.
Voando no espaço o mais misterioso da sua memória.
Olhando os segredos perdidos através das trevas,
os poderes adormecidos.
Olhando, sentindo, compreendendo.
Você esta recuperando faculdades esquecidas e,
no seu Poder de Coruja,
como uma pedra caindo,
pega os ratos das mágoas e das dores
que se escondiam na escuridão.
Matando, matando sem piedade,
os ratos das dores e das mágoas escondidas. 
Você voa, com esse som abafado das asas,
viajando no seu mundo profundo.
Você, a Coruja Rainha.
Você, o Poder da noite,
voando no espaço profundo do seu mundo profundo.
Agora, voando para o templo da Lua,
para o templo da Deusa.
No templo, veste seu corpo humano.
A Coruja está pousada no seu ombro esquerdo,
como sempre,
sempre esteve aqui.
Você não sabia, mas agora você sabe.
A Coruja está sempre com você,
o Poder da noite está sempre com você.
A amizade da noite divina está sempre com você.
A Deusa vem cumprimentar você,
e você abraça a Deusa com ternura.
Você focaliza sua consciência para o Templo do Sol,
você está no Templo do Sol,
embaixo da grande cachoeira de Luz.

16 de março de 2011

O Comportamento do Maçom


O tema “O COMPORTAMENTO DO MAÇOM DENTRO E FORA DO TEMPLO” está intrinsecamente relacionado aos princípios de nossa Sublime Ordem que propaga ser uma escola formadora de líderes. Como sabemos, o exercício da liderança representa um ônus elevado pois, além da responsabilidade inerente, o comportamento é fundamental pelo exemplo que sua imagem passa aos seus seguidores.

Ao ingressarmos em nossa instituição, juramos o respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que a regem, bem como, o amor à Pátria, crença no G\A\D\U\, respeito aos governos legalmente constituídos e acatamento às leis do nosso país.

Por esta razão, espera-se que o maçom reitere seu juramento com sua presença nas reuniões maçônicas e se dedique, de corpo e alma, à prática da moral, da igualdade, da solidariedade humana e da justiça, em toda a sua plenitude.

Destacamos, resumidamente, como essenciais à formação do templo interior de cada maçom, os ensinamentos a seguir que recebemos através dos estudos desenvolvidos nos vários graus maçônicos.

SABEDORIA
O somatório dos conhecimentos adquiridos durante nossa existência pela experiência própria ou através dos ensinamentos recebidos devem nos orientar no sentido que, antes de tomarmos uma decisão, precisamos avaliar o quanto conhecemos do fato, se é a verdade e se irá trazer algum benefício, ou seja, devemos usar o princípio das “peneiras da sabedoria”.

O único meio eficaz para se combater a ignorância, os preconceitos, a superstição e os vícios é o saber, pela simples razão do próprio significado de cada um desses conceitos, ou seja:

    - Ignorância significa o desconhecimento ou falta de instrução, falta de saber.
    - Preconceito significa o conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados.
    - Superstição significa o sentimento religioso excessivo ou errôneo que, muitas vezes, arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos, ou ainda, a falsa idéia a respeito do sobrenatural.
    - Vício significa o defeito que torna uma coisa ou um ato impróprios para o fim a que se destinam. É a tendência habitual para o mal, oposto da virtude.
Podemos pressupor que todos os maçons tenham o domínio sobre o saber necessário para comportarem de forma digna em todos os momentos, sejam eles profanos ou maçônicos, mas precisam lembrar-se, sempre, que é mais fácil sucumbir ao vício, que aprimorar a virtude.

Em Números 30.2 encontramos "Moisés disse aos chefes das tribos dos israelitas o seguinte: - O que o Deus Eterno ordenou é isto: Quando alguém prometer dar alguma coisa ao Eterno ou jurar que fará ou deixará de fazer qualquer coisa, deverá cumprir a palavra e fazer tudo o que tiver prometido". 

TOLERÂNCIA
É, das virtudes maçônicas, a mais enfatizada pois significa a tendência de admitir modos de pensar, agir e sentir que diferem entre indivíduos ou grupos políticos ou religiosos.

Muitas vezes confundimos tolerância com conivência. Tolerância é a habilidade de conviver, com respeito e liberdade, com valores, conceitos ou situações que, nem sempre, concordamos, portanto, há convivência mas, não há, obrigatoriamente, concordância. Conivência é a convivência em que, mesmo não concordando com certos valores, conceitos e situações, deixamos de expressar nosso parecer desfavorável, não refutamos mesmo que só em pensamento e, não reprovando, estamos tacitamente autorizando, aceitando, gerando cumplicidade.

Deus é tolerante com o pecador, não com o pecado. Se Deus fosse tolerante com o pecado, seria pecador também, o que é uma blasfêmia. Pode-se viver com pecadores e ser tolerante, sem ser conivente.

Devemos ser tolerantes com nossos filhos quando eles erram, não podemos ser omissos e coniventes com o erro, devemos expressar nosso descontentamento e corrigir o desvio. É dever e responsabilidade de todo o pai.

É preciso praticar a tolerância com a família, amigos, no trabalho, bem como na sociedade em geral pois, um dos postulados em que a Maçonaria se fundamenta e dado inclusive como exigência, como fundamento: “Exigir a tolerância com toda e qualquer forma de manifestação de consciência, religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam de conquistar a verdadeira moral, a paz e o bem-estar social”.

A tolerância também esta ligada à democracia, pois a tolerância nos faz admitir, que nosso voto seja vencido, acabando-se os argumentos, feita a votação; o resultado tem que ser respeitado e apoiado para o bem da causa maior, isso nos parece que seja um sentimento, ou melhor dizendo, uma atitude tolerante.

Mahatma Gandhi afirmou: Desconfie das pessoas que vendem ferramentas, mas que nunca as usam, ou seja, como pregamos tolerância se dela não fazemos uso. Portanto a prática da tolerância é indispensável para todo aquele que a exige.

Dentro da Maçonaria não é diferente, entendemos que a tolerância está ligada, como ponto de partida às concessões feitas para preservar as engrenagens da Ordem, que admite e respeita as opiniões contrárias.

Shakespeare disse “não importa” o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso”. Devemos ser tolerantes com atos destemperados e isolados de irmãos, tolerantes com o desconforto causado por quem você jurou proteger e defender, sendo bondoso ao extremo em não tomar partido até que tudo seja esclarecido, pois o fato de não fazermos juízo precipitado, é uma das faces da tolerância.

Em síntese, precisamos ser tolerantes com a intolerância do outro, para que ele reflita e passe a seguir o seu exemplo.

A tolerância está na Sabedoria e faz se sentir na Força e na Beleza, através dos ensinamentos, no respeito à individualidade e ao direito do outro.

ÉTICA
Por definição, Ética é um conjunto de princípios e valores que guiam e orientam as relações humanas. O primeiro código de ética de que se tem notícia, principalmente para quem tem formação cristã, são os “DEZ MANDAMENTOS”, onde regras como: amar ao próximo como a si mesmo, não matarás e não roubarás são apresentadas como propostas fundamentais da civilização ocidental e cristã.

A ética é ampla, geral e universal. Ela é uma espécie de cimento na construção da sociedade, de tal forma que se existe um sentimento ético profundo, a sociedade se mantém bem estruturada, organizada, e quando esse sentimento se rompe, ela começa a entrar em uma crise auto destrutiva.

A maçonaria é uma instituição fundamentalmente ética, onde a reflexão filosófica sobre a moralidade, regras e códigos morais que orientam a conduta humana são parte da filosofia que tem, por objetivo, a elaboração de um sistema de valores e o estabelecimento de princípios normativos da conduta humana, impondo ao Maçom um comportamento ético e, exigindo-lhe que mantenha sempre uma postura compatível com a de um homem de bem, um exemplo como bom cidadão e um chefe de família exemplar.

Sendo a maçonaria, por definição, uma organização ética, são rígidos os códigos de moral e alto o sistema de valores que orientam a conduta entre maçons e também com as obediências que os acolhem, principalmente nas referências a estas, ou aos seus dirigentes.

O forte sentimento de fraternidade, designa o parentesco de irmão; do amor ao próximo; da harmonia; da boa amizade e, da união ou convivência como de irmãos, de tal forma a prevalecer à harmonia e reinar a paz.

No mundo profano, a maior necessidade é a de homens lato senso, homens que não podem ser comprados nem vendidos, homens honestos no mais íntimo de seus corações, homens que não temem chamar o pecado pelo nome, homens cuja consciência é tão fiel ao dever como a agulha magnética do pólo, homens que fiquem com o direito, embora o céu caia.

O objetivo de uma instituição maçônica é o de criar tais homens.

CARIDADE
Estamos vivendo uma época em que há uma falta aguda, um valor fundamental em todo mundo: a caridade. Pensa-se demais no progresso da humanidade através da ciência, da tecnologia, da educação, da inteligência, do sistema jurídico, social, político e econômico e, no final das contas nada disso terá nenhum valor se as pessoas não estiverem determinadas a usar isso tudo para o bem. A caridade é definida no dicionário como: “Amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem”.

Para os Cristãos é, também, uma das três virtudes teologais, quer dizer, um dos misteriosos poderes que fazem a alma alcançar seu destino final, que é DEUS (as outras virtudes teologais são: fé e esperança). Se a caridade é uma virtude cristã, ela não deve estar somente na esmola, porque há caridade em pensamento, em palavras e em atos, ela deve ser indulgente para com as faltas de seu próximo, não dizer nada que possa prejudicar o outro e atender aos que necessitam na medida de suas forças.

O homem que a pratica, no seu dia-a-dia, estará sempre em paz; assegurando sua felicidade neste mundo.

Não se deixem levar pela vaidade, pela auto-condescendência, pelas aparências e pela superficialidade. Não se deixem arrastar pela âncora da comodidade que certo como um novo dia carregará seus corpos, mentes e corações para o fundo de um mar de futilidades. Não tolerem a falsidade, a hipocrisia, a desonestidade, a ambigüidade; que o seu sim seja sim e o seu não seja não!

Ao ver uma injustiça, não se calem! Diante da traição, não sejam covardes! Não se tornem cegos guiados por cegos em direção a um grande nada. E se sua espada estiver pesada, e sua vontade estiver fraca, e o que é certo e justo não lhe parecer claro, mesmo assim, acima de tudo e sempre, tenha caridade!

Ninguém precisa de nada a não ser seu próprio coração para saber o que machuca os outros. Jamais subestime o sofrimento alheio. Seu julgamento poderá lhe falhar, seu conhecimento, sua experiência, sua inteligência, sua força poderão ser todos inúteis diante do mal, que torcerá fatos e palavras e aparências até fazer o branco parecer preto e o preto parecer branco; decida com caridade, porém, e toda essa farsa se dissipará sob o brilho de uma alma íntegra.

A CARIDADE é uma entrega absoluta por amor ao próximo.

JUSTIÇA
Para escrevermos sobre a justiça, primeiro temos que saber o que significa a palavra justiça, definida no dicionário como: Conformidade com o direito; a virtude de dar a cada um aquilo que é seu. A faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência.

Assim, para definirmos a justiça na maçonaria, seria melhor recorrermos mais uma vez ao dicionário, e, logo acima da palavra justiça encontraremos a palavra Justeza, que significa Qualidade daquilo que é justo; exatidão, precisão, certeza. Propriedade de uma balança analítica que permanece equilibrada quando pesos iguais são colocados em seus pratos.

 Contudo, para termos um rumo e sentido do que seria a definição de justiça na maçonaria, temos que entender como é a organização do Estado, como é dividido, para que cada cidadão possa ter o seu direito respeitado, e, por conseguinte, a justiça dar a cada um aquilo que é seu.

Para falarmos na construção do Estado, temos que falar de Montesquieu (1689/1755) e do seu livro o Espírito das Leis, sua principal obra, na qual procurava explicar as leis que regem os costumes e as relações entre os homens a partir da análise dos fatos sociais, excluindo qualquer perspectiva religiosa ou moral.

Segundo Montesquieu, as leis revelam a racionalidade de um governo, devendo estar submetido a elas, inclusive a liberdade, que afirmava ser "o direito de fazer tudo quanto às leis permitem". Para se evitar o despotismo, o arbítrio, e manter a liberdade política, é necessário separar as funções principais do governo: legislar, executar e julgar. Montesquieu mostrava que, na Inglaterra, a divisão dos poderes impedia que o rei se tornasse um déspota. "Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou a mesma corporação dos príncipes, dos nobres ou do povo exercesse três poderes: o de fazer as leis, e de executar as resoluções públicas e o de julgar os crimes ou as desavenças particulares”.

Como se percebe, para podermos viver em sociedade ou mesmo só, temos que ter regras para serem respeitadas e leis para serem cumpridas. Quem vive em sociedade, por obvio tem maior compromisso com as leis, pois envolve mais pessoas no processo de interação social. Assim, mesmo o que vive isolado na mata ou em uma ilha, ou outro lugar que seja, tem que respeitar leis da natureza ou dos homens.

Nas sociedades atuais os benefícios florescem sob a premissa de que aqueles que mais realizam mais merecem receber – a chamada Meritocracia. No entanto, esse sistema de justiça deixa a desejar e de ser aceito quando ignora que aqueles que mais precisam também devem ter suas necessidades assistidas. Esse é o paradoxo da Justiça, cega por definição e por princípio.

A Maçonaria é uma sociedade que pugna pelo Direito, pela Liberdade e pela Justiça e, dentro dessa perspectiva, cada Maçom deveria ser, sobretudo, um defensor incansável da Justiça. Um dos preceitos elementares é o da igualdade de direitos, consagrados na declaração Universal dos Direitos do Homem. Todavia, a própria existência desse preceito dá margem a que a Justiça se veja diante de um paradoxo, raramente discutido e talvez não completamente entendido.

O homem, principalmente o Maçom deve ser senhor dos seus hábitos, dispor de autodomínio em relação aos seus ímpetos, saber distinguir com imparcialidade o real do irreal, desprezando as doutrinas exóticas, conceitos dúbios e principalmente os princípios que não coadunam com o Amor e a Fraternidade, e muito particularmente, os vícios tidos como normas Sociais, mas que, inadvertidamente corrompem, aviltam e envelhecem.

Dessa forma, a Maçonaria no maçom é a Bondade no lar, a honestidade nos negócios, a cortesia na sociedade, o prazer no trabalho, a piedade e a sincera preocupação para com os desvalidos da fortuna, o socorro aos mais fracos, o perdão para o penitente, o amor ao próximo e, sobretudo a reverencia a Deus.

À medida, então, que as organizações societárias, dentre as quais se insere a Maçonaria, caminharem para se transformar realmente em verdadeiros locais de trabalho/serviço e aprendizagem, estarão se abrindo imensas possibilidades de transformações na própria cultura universal e em seus próprios conceitos sobre os direitos e a Justiça.

LIDERANÇA
“Liderar, é influenciar positivamente as pessoas para que elas atinjam resultados que atendam as necessidades, tanto individuais quanto coletivas e, ainda, se responsabilizar pelo desenvolvimento de novos lideres”.

Um dos componentes de formação de um Maçom é o de aprimorar ou desenvolver, caso não tenha, um potencial e forjá-lo, para que se transforme em um líder.

O líder para descrever suas realizações, utiliza o seguinte formato: O Problema, a Ação e finalmente o Resultado.

Os lideres, diariamente, se envolvem em situações de conflito, seja no âmbito pessoal, quanto no profissional. O modo como reagem a essas situações, pode ser o fator determinante do sucesso no resultado através de 5 posições: Evitar, Acomodar, Competir, Comprometer e Colaborar.

Inserida firmemente no conceito de liderança está a INTEGRIDADE, a honestidade do líder, sua credibilidade e coerência para por valores em ação. Os líderes têm uma responsabilidade indeclinável de estabelecer altos padrões éticos para guiar o comportamento dos seguidores. Preocupado com o que acha ser uma falta de ímpeto na vida organizacional, John Gardner fala sobre os ASPECTOS MORAIS da liderança. Os líderes, de acordo com Gardner, têm a obrigação moral de fornecer as centelhas necessárias para despertar o potencial de cada indivíduo, para impelir cada pessoa a tomar a iniciativa do desempenho das ações de liderança.

Ele destaca que as altas expectativas tendem a gerar altos desempenhos. A função do líder é remover obstáculos ao funcionamento eficaz, ajudar indivíduos a ver e perseguir propósitos compartilhados.

O termo liderança descreve alguém que usa carisma e qualidades relacionadas para gerar aspirações e mudar pessoas e sistemas organizacionais para novos padrões de desempenho. É a liderança inspiradora que influencia seguidores para alcançar desempenho extraordinário em um contexto de inovações e mudanças de larga escala. As qualidades especiais dos líderes incluem:

    - Visão: ter idéias e um senso claro de direção, comunicá-las aos outros, desenvolver excitação sobre a realização de sonhos compartilhados;
    - Carisma: gerar nos outros entusiasmo, fé, lealdade, orgulho e confiança em si mesmos através do poder do respeito pessoal e de apelos à emoção;
    - Simbolismo: identificar heróis, oferecer recompensas especiais e promover solenidades espontâneas e planejadas para comemorar a excelência e a alta realização;
    - Delegação de Poder: ajudar os outros a se desenvolver, eliminando obstáculos ao desempenho, compartilhando responsabilidades e delegando trabalhos verdadeiramente desafiadores;
    - Estimulação Intelectual: ganhar o engajamento dos outros criando consciência dos problemas e guiando a imaginação deles para criar soluções de alta qualidade;
    - Integridade: ser honesto e confiável, agindo coerentemente com suas convicções pessoais e realizando compromissos concluindo-os.
PERSEVERANÇA
A maior empreitada do homem é sua própria vida e não tem nenhuma garantia que será bem sucedido, entretanto, pelo acumulo de conhecimentos, muitos de experiências frustradas, ele sabe que a alternativa é prosseguir, lutando contras as adversidades e incertezas, fazendo aliados, acreditando no Supremo Arquiteto dos Mundos e persistindo no rumo do seu objetivo.

A perseverança é uma qualidade pois significa a firmeza, a constância com que devemos nos empenhar em nossas atividades, porém atentos e sempre atualizados porque tudo muda e nos precisamos mudar nossas atitudes e nosso comportamento para não persistirmos em erro.

Precisamos interagir com os indivíduos da sociedade para concretização dos processos de mudança. Devemos criar sempre o estado de dúvida sobre as efetivas possibilidades de sucesso porque mexemos com um conjunto de informações e vagas lembranças misturadas, às vezes, com preconceitos e frustrações.

Para a interação com as pessoas é necessário que exista, entre elas, um relacionamento que proporcione um mínimo de confiança mútua. Havendo este ambiente de confiança, pode-se mostrar o bem maior a ser desfrutado pela mudança. Assim, a força da empatia ajuda na percepção da maior satisfação individual e em equipe.

Concluindo, precisamos persistir. A perseverança exige um processo de mudança, reavaliando nossos conceitos, objetivos e ideais e é assim que começa a nascer o novo comportamento no pensar e agir, sabendo que a obra de nosso templo interior poderá nos exigir, algumas vezes, uma árdua reconstrução. É um processo permanente onde estamos educando e sendo educados. (Educare – Latim, significa sair de dentro da pessoa).

É bom lembrar que os valores individuais tem origem nos grupos e na cultura e, sem a certeza de quais sejam esses valores fundamentais, poderemos ser um alvo fácil para as falsas verdades.  Usando espontaneamente os dons que temos, sem constranger ou prejudicar o próximo,  leva-nos à verdade e a luz.

CONCLUSÃO
O Maçom é livre, de bons costumes e sensível ao bem e que, pelos ensinamentos da Maçonaria busca seu engrandecimento como ser humano atuante e culto, combatendo a ignorância. A ignorância é o vício que mais aproxima o homem do irracional.

Assim sendo e por ser Maçom, deve ele conduzir-se com absoluta isenção e a máxima honestidade de propósitos, coerente com os princípios maçônicos, para ser um obreiro útil a serviço de nossa ordem e da humanidade.

Não se aprende tudo de uma só vez. O saber é o acúmulo da experiência e dos conhecimentos que se tem acesso, mas, a ação construtiva da Maçonaria deve ser exercida de forma permanente em todas as suas celebrações, trabalhos em Loja e no convívio social, através da difusão de conhecimentos que podem conduzir o homem à uma existência melhor pelos caminhos da Justiça e da Tolerância.

O Maçom deve ter e manter elevada Moral, tanto na vida privada como na social, impondo-se pelo respeito, procedimento impecável e realizando sempre o Bem. É pelo valor moral que podemos cumprir sempre nossos deveres como elementos da Sociedade Humana e, particularmente, como membros da Sociedade Maçônica.

O Maçom busca o Bem pelo cultivo das virtudes e pelo abandono dos vícios. Tenta polir constantemente a sua pedra bruta reforçando a sua virtuosidade e reprimindo conscientemente os seus defeitos. Pela auto-disciplina livremente imposta a si mesmo, torna-se também exemplo para seus pares, colaborando para o progresso moral daqueles que com ele interagem.



Autor: 
Ir.´. Milton Antonio Sonvezzo, M.'.M.'. 

14 de março de 2011

Rei Salomão e o Templo de Jerusalém


O Reino de Israel, segundo a Bíblia, foi a nação formada pelas doze Tribos de Israel, surgindo no século XI a.C sob a liderança de Saul, seu primeiro rei. Sucederam-no Isbonet, Davi e posteriormente Salomão filho de David e Bate-Seba, sendo então o quarto Rei de Israel. 

Salomão segundo algumas cronologias, reinou de 1009 a.C a 922 a.C e reinou durante quarenta anos. O nome Salomão deriva em hebraico de Shalom, que significa “PAZ”, tem o significado de “Pacífico”. Foi adicionalmente chamado de Jedidias( em Árabe Sulayman) pelo profeta Natã, nome que significava em hebraico “Amado por Deus”.

Era um Rei muito jovem e muito sábio. Seu pai, o rei David, pouco antes de morrer convocou a Corte e anunciou seus príncipes: “ De todos os meus filhos( porque muitos me deu o Senhor), Ele escolheu Salomão para herdar meu trono”. Mas Adonias, filho primogênito de David proclamou-se pretendente ao Trono, ma s segundo os profetas era vontade Divina que o sucessor fosse Salomão. Seu direito foi assegurado mediante ação decidida de sua mão Bete-Seba, do Sumo Sacerdote Zadoque e do profeta Natã, com a aprovação do já idoso rei David.

O novo rei mal entrara na adolescência e com grande responsabilidade. Uma noite, em sonhos, uma Voz lhe falou “Pede o que desejares e serás atendido”. Então implorou “Dá- me um coração entendido e sábio para julgar e discernir entre o bem e o mal”. Ouviu a promessa do Altíssimo: “Já que não pediste grandezas, nem a morte de teus inimigos, terás um coração tão sábio que ante de ti, ninguém te igualará. E terás riqueza e glória como nenhum rei teve ou terá”.

Assim começou Salomão, imbuído da Centelha Divina, o seu reinado. Era um rei pacifico, não era um líder guerreiro como seu pai, pois não precisou tornou-se um grande governante e um juiz justo e imparcial, e logo conquistou a amizade e admiração dos outros reis. Cumulavam-no de presentes valiosos, que vinham acrescer as riquezas já abundantes no reino.

O rei Salomão não perdia suas horas livres em ociosidade. Aproveitava esse tempo para elevar o espírito às regiões espirituais, filosóficas e poéticas. Deixou para posteridade “Provérbios”, Cânticos dos Cânticos” e Eclesiastes”.

No primeiro, tinha como tema recorrente o temor a Deus. Tinha consciência de que a sabedoria perderia seu sentido se não fosse guiada, especialmente em termos éticos e morais, pelo temor a Deus somente adquirido através do estudo da Lei e da prática de atos de bondade. 

De suas observações sobre o desenrolar dos tempos, concluiu que “nada é novo debaixo do sol” e, deplorando a frivolidade humana, declarou: Vaidades de vaidades, Tudo é vaidade”.

O rei David, desejava construir uma casa para Deus, onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória (Tabernáculo ou Santuário para os hebreus, existente desde os dias de Moisés). Este desejo lhe foi negado por Deus, por ter derramado muito sangue em guerras. No entanto isto seria permitido a Salomão seu filho, pois a vontade Divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem de paz.

O inicio da construção do Templo de Jerusalém (Templo de Salomão) foi no quarto ano de seu reinado, e segundo o plano arquitetônico transmitido por Davi, seu pai. 
O trabalho prosseguiu por sete anos. Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Hiram, rei de Tiro, forneceu madeira (cedro) e operários especializados em madeira e pedra. Também contratou “um homem que soubesse lavrar, cinzelar, trabalhar com ouro, prata e ferro”. E veio Hiram- Abif, em sua mão foi lhe entregue a construção do Templo. 

Edificaram-no no Monte Moriá, em Jerusalém. As paredes externas eram erguidas com pedras polidas que se encaixavam umas nas outras, sem necessidade do uso de qualquer ferramenta. Dentro, as salas eram revestidas de cedro, com adorno de flores em relevo. 

O templo tinha uma planta muito similar ao Tabernáculo que anteriormente servia de centro de adoração do Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo e do Santo dos Santos ou Santíssimo (salas), sendo maiores que as do tabernáculo. O Santo media 17,8 m de comprimento e 8,9 m de largura e 13,4 m de altura. O Santo dos Santos era um cubo de 8,9 m de lado.

Após a construção do magnífico templo, a Arca da Aliança foi depositada no Santo dos Santos, a sala mais reservada do edifício. Foi pilhado várias vezes. Seria totalmente destruído por Nabucodonosor II rei da Babilônia, em 586 a.C após dois anos de cerco em Jerusalém. O templo de Salomão durou 4 séculos. Décadas mais tarde, em 516 a.C, após o regresso de mais de 40.000 judeus foi iniciada a construção no mesmo local do Segundo Templo, o qual foi destruído no ano 70 d.C, pelos romanos, no seguimento da Grande Revolta Judaica.

Alguns afirmam que o atual Muro das Lamentações era uma parte da estrutura do Templo de Salomão, mas estudos científicos com datação atribuem ao muro idade próxima à década anterior ao nascimento de Cristo, podendo tratar-se do Terceiro Templo também destruído pelos romanos, não há comprovação de sua existência, não há registros extrabiblícos de sua existência. 

Contudo Salomão foi efetivamente um grande construtor. Sua época historicamente considerada e arqueologicamente comprovada, e foi de grande prosperidade, e que pelos resultados de escavações arqueológicas e documentos diversos é possível estabelecer conclusões quanto á arquitetura atribuída ao Templo de Salomão, no que concerne a ornamentação, disposição das dependências, técnica construtiva, comparando a tradição bíblica com restos arqueológicos de outros templos do oriente. 

O Templo de Salomão ocupa posição de destaque na simbologia Maçônica, sendo uma dos mais marcantes fontes de símbolos, alegorias e lendas para o ensinamento dos princípios Maçônicos. 

A existência do Templo de Salomão é um mito, mas o Maçom não desprezará o repositório inesgotável de ensinamentos velados por alegorias que nos proporciona a história (ou lenda) da construção do Templo. Não desprezará a tradição dos Maçons operários, só porque a arqueologia ainda não obteve provas concretas e irrefutáveis. Nem mesmo negará a tradição bíblica por insuficiência de escavações arqueológicas. Na obra de Jules Boucher Simbólica Maçônica: “Os Maçons não tentamos reconstruir o Templo de Salomão; é um símbolo, é o ideal jamais terminado, onde cada Maçom é uma pedra, preparada sem machado nem martelo no silêncio da meditação”.

 

Autor:
Wellington Oliveira, M.M.
ARLS Igualdade, Oriente de São Paulo - Brasil

12 de março de 2011

O Simbolismo Maçônico de Pinóquio


Carlo Collodi escreveu em 1882 um livro chamado As Aventuras de Pinóquio, no qual conta a história de um velho mestre artesão que construiu um boneco de madeira.

Essa história simples é salpicada com considerações de ordem moral e da evolução da pessoa, que faz da história um relato iniciático, em que Pinóquio se vai desprendendo de seus muitos defeitos até se tornar um verdadeiro ser humano, uma criança nesse caso.

Poucas pessoas sabem que o Pinóquio, o boneco de madeira, saiu da mente e da criatividade do escritor italiano Carlo Collodi, não é um conto de fadas. Na verdade, é um romance, mas sua trama infantil suspeita é nada mais do que o veículo por meio do qual Collodi destina-se a entregar uma mensagem profundamente espiritual, iniciática, esotérica, de desenvolvimento pessoal.

Na verdade, a primeira coisa que gostaria de salientar é que o autor, Carlo Collodi, foi um membro da Ordem Maçônica, uma instituição que guarda e estuda as antigas tradições herméticas atribuídas a Hermes Trismegistus e é considerada a mais importante instituição esotérica hoje. Walt Disney, que essa história imortaliza no filme de animação e cujos desenhos representam mais do que qualquer outro o boneco e os outros personagens, também foi um Irmão maçom.

No contexto conturbado da reunificação italiana, liderada por outro Irmão, José Garibaldi, Collodi escreveu As Aventuras de Pinóquio, publicado em 1882. Uma análise superficial do trabalho revela uma apologia para a educação e uma denúncia do vício e da ociosidade. Ideais próprios da cultura ocidental, mas são inevitáveis mandatos para encomendas para as ordens esotéricas.

Vamos rever a história e marcar em negrito algumas palavras que são muito esclarecedoras do ponto de vista esotérico e maçônico em particular: Gepetto, um velho mestre que usa o avental, sempre sonhou em ter uma criança, de modo que, ao ver brilhar no céu a Estrela Azul fervorosamente pediu que seu desejo fosse concedido (esse é entrar em contato com um maior nível de consciência).

Naquela noite, enquanto dormia Gepetto, apareceu a Fada Azul e deu vida ao boneco e o advertiu a se comportar bem para se tornar um menino de verdade (o compreendemos a partir da ideia de ser um homem de verdade, outra ideia inspiradora das escolas de iniciáticas). Para aconselhamento sobre seu comportamento chamou o Grilo Falante como sua consciência (o trabalho consciente de desenvolvimento pessoal é também um ideal hermético).

Não nos esqueçamos de que Pinóquio foi trabalhado à mão pelo carpinteiro que o elaborou a partir de um pedaço de madeira, criando mesmo um boneco muito bom, graças ao seu esforço (na Maçonaria se trabalha para dar forma a uma pedra).

Os fios que movem o destino dos bonecos são semelhantes aos fios do destino que movem as pessoas, daqui para lá e vice-versa quando desenvolvemos a consciência. Assim, então, Pinóquio com falta de consciência e surdo aos ensinamentos do Grilo Falante (outro mestre) provou ser amoral e estúpido.

Poderia dizer que Pinóquio estava vivo, mas ainda não tinha livre arbítrio, estava dormindo, não usava a sua consciência, desconhecia o sendero da virtude e a libertação, foi uma espécie de “morto vivo”.

O esoterismo ensina que, infelizmente, a maioria dos seres humanos são como Pinóquio, eles seguem o caminho mais fácil e não sabem que existe algo melhor, algo que nos conecta com níveis mais elevados de consciência.

Um pesquisador maçônico, que estudou o assunto, disse: “A verdade é que existem apenas dois tipos de homens em todo o mundo: os poucos que já perceberam o esquema divino poderoso, e as imensas massas que ainda não o conhece. Os últimos vivem para eles mesmos, e estão muito escravizados por suas paixões; os primeiros vivem para Deus e para a evolução, que é a Sua vontade, e independe se são chamados Budistas ou hindus, muçulmanos ou cristãos, ou pensadores judeus.

Pinóquio é o escravo de seus “eus”, esse é um ego hipertrofiado produto de distintos vícios que foram acumulados. Suas mentiras fazem crescer o nariz e as orelhas de burro depois. Essa é uma alegoria física de todos os agregados psíquicos que o acompanham.

Uma e outra vez, Pinóquio, pela lei de causa e efeito, sofre as consequências de suas más ações, que o conduzem a uma vida desgraçada, em que o boneco paga com o sofrimento do karma que há sido gerado. Quando a vida de Pinóquio não poderia ser mais insuportável, é engolido por uma baleia.

Esse episódio, que evoca claramente a história bíblica de Jonas, vem a ser no simbolismo maçônico da câmara de reflexões que representa a descida ao centro da terra.

Que viveu até o próprio Jesus, se acreditarmos nas palavras de Mateus 12:40: “Pois assim como Jonas esteve no ventre do grande peixe por três dias e três noites, assim estará o Filho do Homem no seio da terra três dias e três noites “.

Não se esqueça de que o Filho do homem, também, como o Pinóquio, o filho de um mestre carpinteiro.

Como acontece com qualquer tradição esotérica válida é a morte mística; à luz de uma vela, Pinóquio medita sobre o seu destino e decide mudar, deixando para trás seu passado de inconsciência. Finalmente o boneco é expelido pela baleia para o mar, onde a água atua como um purificador, limpando interna e externamente a Pinóquio.

Diz-se que quando alguém está imerso em uma corrente de água, renasce para uma nova vida. Essa prática é comum em muitas tradições religiosas e do batismo cristão. Maçônicamente tem a ver com a lenda do terceiro grau e o Mar de bronze.

Pinóquio, no entanto, não sobrevive à fúria do oceano e, finalmente, se afoga. Essa morte do boneco equivale à morte mística do profano ao ser iniciado. Nas palavras do Evangelho lembra a sentença que está em João 3:3-10: “Em verdade te digo que se alguém não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus (…) quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”.

Ao retornar à vida, Pinóquio vai para um estado mais elevado, que vai adquirir uma humanidade plena (para ser um menino de verdade). Vale a pena ver “Pinóquio” e descobrir o profundo conteúdo simbólico e iniciático desse trabalho. Especialmente recomendado para aqueles que pertencem a instituições herméticas filosófica como a Ordem Maçônica, Rosa Cruz, Gnósticos, Teosófica, Antroposófica Biosófica, Metafísicas e similares.

Mas para o resto dos mortais, que tentamos manter uma vida digna, enquadrada nos limites morais mais ou menos estáveis, a aventura de Pinóquio também tem muito a dizer, sobretudo porque o boneco se parece muito como nós somos. Podemos dizer o quanto a história de Pinóquio corresponde à evolução dos seres humanos para alcançar a plena realização da “humanidade”, como seres humanos completos e particularmente com a nossa própria evolução como maçons.

Biografía:
Texto extraído do Grupo Tempo de Estudos/SP 

Por Trás do Juramento Maçonico



Todos os maçons prestam, de tempos em tempos, juramentos à ordem, como compromissos destinados a estabelecer e ampliar os seus vínculos exotéricos e esotéricos com a Maçonaria


Ao pronunciarem as palavras ritualísticas, eles recebem um influxo de idéias que têm a intenção de excitar-lhes a imaginação e a mente, a fim de que refletindo sobre cada passagem dos compromissos, possa aperceber-se dos seus significados ocultos, substância primordial e insubstituível da sua imersão na Ordem.

Vamos nos ater ao juramento do Aprendiz, tão divulgado na Internet e nos livros ao alcance de qualquer profano que julgá-lo secreto é uma infantilidade. Depois de um intróito que varia, de uma obediência para outra, o compromisso formal do Aprendiz declara: “-Se eu for perjuro e trair meu juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo jogado nas areias do mar, no lugar onde o fluxo e o refluxo da maré me mergulhem em completo esquecimento”. Tentemos, agora, entender o profundo e oculto sentido dessas frases aparentemente tão assustadoras quanto irreais.

“… seja-me arrancada a língua…”

A língua é, entre outras funções, o órgão articulador da fonação, por excelência, combinando os seus movimentos com os do maxilar e das faces, tocando os dentes, o palato e os lábios e provendo, assim, as palavras sonoras que pronunciamos. Alegoricamente, a língua é, ainda, o próprio idioma, sendo, nesta acepção, sinônimo de linguagem.


Ao afirmar que consente que lhe seja arrancada a língua, o neófito declara que, caso perjure, aceita a punição de que não mais possa pronunciar qualquer palavra, tornando-se estéril, do ponto de vista da comunicação verbal. Ou seja, a partir do momento em que perjura, ele se submete a não ter mais credibilidade entre os seus Irmãos, pois a sua palavra – antes empregada para assegurar a sua fidelidade aos nossos princípios – perdera o seu valor maçônico. Quando se torna indiscreto e infiel, ele tem a sua língua arrancada, quer dizer, ele perde a credibilidade da palavra e as suas declarações deixam de significar qualquer valor para os Maçons.



“… (seja-me…) o pescoço cortado…”

Ao ser degolado, o corpo humano perde a sua força vital e morre. Separada do corpo, a cabeça não mais lhe pode comunicar as suas ordens, decisões, reações e sensações. Essa dissociação da parte pensante e da parte executora do corpo sugere que, a partir da aplicação do castigo, o perjuro não mais realizará qualquer ação maçônica, pois a sua cabeça não mais representará um maçom vivo e o seu corpo não terá condições de praticar a Arte Real com propriedade, morta que está a origem do seu saber. Cortar o pescoço priva o Maçom da capacidade de agir em nome da Ordem ou a seu serviço permanecendo para sempre profano irredimível.

“… (seja) o meu corpo atirado nas areias do mar…”

As areias do mar representam os bilhões de grãos que forram o fundo do mar, sendo, alegoricamente, uma representação da população da Terra. O corpo sem vida maçônica do perjuro, ao ser atirado às areias do mar, passa a se confundir com essa população incógnita e não identificada, misturando-se às massas das quais havia saído, quando, ao ser iniciado, ganhou o direito de percorrer o caminho destinados aos iluminados pela razão e pelo discernimento. Depois de perjurar, o iniciado desiste desse caminho e aceita ser, então, devolvido às suas origens profanas, onde Maçom nenhum voltará a reconhecê-lo com tal, ficando, assim, ignorado pelos que foram seus irmãos, que a sua desídia lhe permitiu trair.


“… onde o fluxo e refluxo da maré…”

O subir e descer alternado, ininterrupto, regular e constante das águas do mar, formando as marés, representa as alternâncias da vida humana que, sem o apoio de uma filosofia pura, própria, forte e objetiva, representa as venturas e desventuras profanas, ao sabor dos acasos e sujeita às vicissitudes de intensidade variável. O perjuro, atirado ao mar, na linha da maré, volta a ser profano, sem as colunas da força e da beleza a lhe proporcionarem proteção e defesa contra os infortúnios e sem lhe proporcionar entusiasmo e incentivo, nos êxitos. Ali, na areia do mar, a maré da vida o fará balouçar ao sabor da força das águas, atirando-o a esmo, à esquerda e à direita, sem que a Ordem, que traiu pelo perjúrio, tal possa impedir. A sua vida deixa de ter o sentido de fraternidade coletiva que cada Maçom nutre pelos seus Irmãos, passando a ser vivida como uma etapa insossa da sua existência temporal neste mundo.


“… me mergulhem no mais completo esquecimento…”

Finalmente, sem voz nem voto, sem o direito de ser acreditado, sem qualquer possibilidade de agir e proceder como Maçom que deixou de ser, porque não respeitou a sua própria palavra empenhada à Ordem, o perjuro é deixado à sua própria sorte, ignorado pelos Irmãos que traiu vilmente, desconhecido pela Maçonaria que abandonou ao ferir o seu compromisso de honra e riscado do rol de homens livres e de bons costumes para sempre.


O juramento do Aprendiz contém, como percebemos, muito mais significado do que podem sugerir as palavras que o compõem, se entendidas pelo seu sentido exotérico. Para perceber a extensão do castigo e a sua real aplicação, na vida prática, é necessário que saibamos interpretar o profundo significado esotérico do compromisso que, num momento glorioso, o Maçom assumiu, como primeiro e mais importante vínculo espontaneamente admitido com a Ordem. Sob o ponto de vista iniciático, a relação existente entre o neófito e a Maçonaria tem início, exatamente, no momento em que conclui a prestação do seu juramento sagrado, num momento solene e com o testemunho daqueles que são, a partir daí, inseparavelmente ligados ao seu próprio destino. Tal compromisso, se quebrado, por infelicidade ou má-fé, tem o seu castigo terrível no corte, definitiva e permanentemente, de todos os liames criados desde a iniciação.

Outros juramentos acompanham a vida do Maçom, na suas subida pela escada de Jacó, todos com interpretações igualmente fascinantes e inspiradoras, mas nenhum com tanto significado simbólico e esotérico como o que o neófito faz, um pouco antes de ser recebido e constituído Aprendiz-Maçom.

Autor:
Ir.’. MM.´. José Prudêncio Pinto de Sá
A.’.R.’.L.’.S.’. Hermes 3608, GOB-RS, Santa Maria, RS.

10 de março de 2011

Holograma do Equilíbrio (OCTAEDRO)


OCTAEDRO é um Símbolo Geométrico
formado pela união de duas Pirâmides
quadrangulares

Carregue esta forma geométrica
em sua consciência todo o tempo
para que você possa criar conforme
sua vontade ou conforme você precisar,
tanto para com você ou com as pessoas
que você está conectada.

Imagine-se
envolto por uma pirâmide de luz
que se espalha sobre você e uma
pirâmide abaixo de você, no sentido
invertido onde as bases se juntem.

Você se encontra no centro dela. Se você
estiver deitado, você está no quadrado
onde as bases se tocam. Você pode imaginá-
la do tamanho que você quiser desde que
você esteja envolto por ela. Se você estiver
de pé ou sentado, o vértice do octaedro
percorre o centro do seu corpo.

Esse
octaedro equilibra energia.

É o equilíbrio dos aspectos masculinos e
femininos da consciência É uma poderosa
ferramenta para equilibrar energias sutis.
Sugerimos que crie isso várias vezes ao dia
e de uma forma agradável. Faça isso várias
vezes para que essa forma possa ser criada
instantaneamente, à medida que você
precisar, sem pensar nela.

Um dos efeitos colaterais de energias caóticas
na terra é que, as forças magnéticas estão e
irão ser perturbadas. Isso tende a fazer com
que as pessoas se sintam irritadas, explosivas,
irracionais, depressivas, sobrecarregadas
e tendem a sustentar estados mentais,
emocionais e energéticos negativos.

Na sua imaginação, cubra toda essa área que
está perturbada, com a luz do Holograma,
e assim você estará emitindo vibrações
equilibradoras. Sob nosso ponto de vista,
essa é a forma com que você melhor pode
contribuir nesses tempos efêmeros e
turbulentos.

Outro aspecto que seria interessante que você
entendesse claramente é que, existem energias
negativas que buscam aumentar o caos, o
terror e as catástrofes.

Enviando hologramas
pra equilibrar essas áreas de conflito, você
estará transformando a energia negativa
em dádiva! Sugerimos que você se torne
mestre em usar esse holograma para seu
bem e para o bem da TERRA.

Colaboração: Claúdio Léo/Tom Kenyon

7 de março de 2011

Os Planetas e Seus Mitos:


Quando os egípcios e os Babilônicos começaram a observar o céu, notaram que a maior parte das estrelas ocupavam posições fixas. Cinco delas, porém, pareciam viajar através do céu, assim como a Lua. Essas estrelas viandantes eram, é claro, os planetas e, de fato, a palavra planeta vem de um termo grego que significa “viandante”. O próprio zodíaco provavelmente se desenvolveu como um modo de medir o movimento dos planetas.
Os gregos primitivos designaram guardiões – um Titã e uma Titanesa – para cada um dos sete antigos planetas. Téia e Hiperiônio governavam o Sol, enquanto Febe e Atlas presidiam a Lua. Dione e Crius guardavam Marte; Métis e Ceos eram ligados a Mercúrio; Têmis e Eurimedonte, a Júpiter; Tétis e Oceano, a Vênus; e, finalmente, Réa e Cronos, a Saturno. Alguns desses antigos Guardiões influenciavam de alguma maneira a natureza dos planetas, assim como nós somos influenciados de alguma forma pela natureza de nossos ancestrais.
Os babilônicos, que levaram a astrologia mais a sério do que qualquer outro povo antigo, deram aos planetas os nomes de seus diversos deuses. O rei dos deuses, Marduk, era o planeta que o hoje denominamos Júpiter; Vênus tinha originalmente o nome de Ishtar, a deusa do amor da antiga Babilônia. Em seu tempo, os gregos imitaram os babilônicos: Marduk tornou-se Zeus, o rei dos deuses gregos; Ishtar, a sorridente Afrodite. Os romanos traduziram os nomes dos planetas para o latim – e esses são os nomes que usamos hoje.
Os dias da semana ganharam os nomes dos planetas. Os mais óbvios para os anglófonos (pessoas que falam inglês) são: saturday (sábado, “Dia de Saturno”), sunday (domingo, “Dia do Sol”) e monday (segunda-feira, “O dia da Lua”). Tuesday (terça-feira), cujo nome vem de Tiw, o deus germânico da guerra, corresponde a Marte. Wednesday (quarta-feira) recebeu o nome de Odin ou Woden, o correspondente de Mercúrio. Thursday (quinta-feira), o ou “Dia de Thor”, tem o nome de Júpiter, enquanto Friday (sexta-feira, “Dia de Freya”, é o dia de Vênus.
O Sabbatum era originado diretamente do hebreu Shabbat, de conotação religiosa, numa época em que os judeus e cristãos formavam um só povo e uma só cultura.
O dia Shabbat era o dia em que os judeus se uniam para fazer sua reunião de fé e de mercado e que hoje é o sábado, último dia de seu calendário semanal, o dia de descanso para os judeus.
Embora os gregos no período arcaico (800-500 a.C.) imaginassem os deuses como entidades reais que viviam no alto de uma montanha real, os sofisticados intelectuais dos períodos helenísticos (c.300 a.C. -1 d.C.) e romano (1 d.C. – 400d.C.) viam os deuses e os planetas principalmente como entidades psicológicas. Platão chamava os deuses de arquétipos, dando à palavra o mesmo sentido que Carl Gustav Jung. Platão acreditava que os deuses eram ideias primordiais que existiam em um plano ou dimensão qualquer, removidas de nossa consciência ordinária, e que podemos perceber como estando “acima” dessa ciência ordinária. Essas ideias primordiais eram comuns a todos os seres humanos e refletiam-se em cada um de nós como imagens em um espelho – tanto acima como abaixo. O céu era o macrocosmo; a humanidade, o microcosmo.
Segundo esse ponto de vista, podemos também suspeitar que os planetas constituem uma jornada na consciência. Os astrólogos gregos e romanos o compreenderam bem. Hoje ainda trabalhamos com a ilusão de que os astrólogos mais antigos (e modernos) achavam que a astrologia funcionava por causa de raios que emanavam dos verdadeiros planetas físicos, influenciando-nos aqui na Terra. Mas, uma leitura cuidadosa de Platão – e especialmente de seus seguidores, os neoplatônicos – revela que os antigos na verdade viam os planetas como arquétipos, símbolos de processos psicológicos internos.
Marsilio Ficino, o estudioso renascentista que traduziu os escritos herméticos, desenvolveu uma doutrina sobre os planetas interiores segundo a qual os planetas astrológicos eram, na verdade, entidades psicoespirituais internas e que, por meio da meditação, talismãs ou outras práticas mágicas, seria possível melhorar e harmonizar a influência desses planetas interiores de forma a produzir efeitos benéficos na vida dos indivíduos.



A Visão Gnóstica sobre os Planetas


Para os filósofos gnósticos do início da Era Cristã, a jornada pelos planetas era um processo de meditação similar à jornada do xamã a outro mundo. Os gnósticos tinham uma visão assumidamente negativa da astrologia; para eles, os planetas simbolizavam o duro regime do destino humano. Era possível superar a influência dos planetas e libertar-se do destino “erguendo-se acima” dos símbolos arquetípicos que constroem nossa psicologia individual e completando a união com um “Eu” mais elevado – um “Eu” infinito e, portanto, livre de toda obrigação planetária (ou seja, psicológica).
Mas os gnósticos sabiam que não era possível libertar-se de uma aflição planetária ou de um complexo psicológico até que ele estivesse dominado no nível interior, psicoespiritual. Consequentemente, acreditavam que a pessoa deveria viajar por cada planeta sucessivamente – uma jornada que, para eles, simbolizava a ascensão à consciência mais elevada. Por meio de meditação, cânticos e rituais de magia talismânica, eles buscavam dominar – ou, nas palavras de Ficino, harmonizar – a influência de cada planeta e, desse modo, elevar-se a um estado mais alto de consciência.
A Jornada é a mesma hoje em dia. Alguns dos atores, porém, mudaram – ou, mais precisamente, alguns novos personagens ingressaram no drama astrológico. A descoberta de novos planetas, assim como o mapeamento dos primeiros asteróides, estendeu nosso espectro de consciência astrológica para além dos sete planetas conhecidos dos antigos. Essa extensão de consciência é uma questão de escolha e muito típica da cultura ocidental. Na índia, os astrólogos continuam a limitar seus mapas a uma consideração dos sete antigos planetas e mais os Nodos Lunares. Eles têm pouco ou nenhum interesse por Urano, Netuno ou Plutão e, certamente, nenhum interesse em Quíron e nos asteroides. Nós ocidentais, por outro lado, encaramos a descoberta de novos corpos celestiais com ávida curiosidade. De maneira similar, os astrólogos ocidentais usam o zodíaco tropical, enquanto os hindus favorecem o sistema sideral mais antigo. Muito se escreveu nos últimos anos sobre as fraquezas de nossa civilização exageradamente assertiva, científica e analítica. Mas a nossa vontade de expandir a nossa consciência coletiva, aceitando tudo o que é novo, pode muito bem ser uma das forças dessa civilização.
Nós começamos a perceber que a evolução humana está embebida de uma substância divina e que padrões negativos do passado podem ser transformados em situações de crescimento dinâmico. Além disso, a realidade torna-se aquilo que é criado a cada momento por nossos padrões de pensamento e sistemas de crenças. Portanto, Saturno no ascendente não é mais apenas uma sombra escura; ele é também a dinâmica interna que leva o indivíduo a alcançar a maior realização da sua vida – a consciência.



Os Planetas e suas Simbologias

SOL


Tarô: 
está representado pelo arquétipo do Sol.
Representação: o “Eu” interior, o ego, a própria expressão do ser, impulso do poder, brilho, energia, vitalidade, autoridade, vontade, generosidade, força masculina realizadora, o pai.
Dia da semana: domingo
Astrologia: o posicionamento do Sol no mapa indica onde a pessoa deseja brilhar.
Signo: Leão (22/7 a 22/8)
Necessidade: de ser reconhecido e de se expressar.

LUA

Lua Minguante ou Nova: 
Hécate, a deusa da Lua negra.
Lua Cheia: Ártemis
Lua Crescente: Deméter
Tarô: está representada pelo arquétipo da Lua.
Representação: princípio feminino, intuição, emoção, receptividade, flutuações, fertilidade, ligação com o passado e a família, a mãe.
Dia da semana: segunda-feira
Astrologia: no mapa, mostra onde o indivíduo está sujeito a altos e baixos emocionais.
Signo: Câncer (21/6 a 21/07)
Necessidade: tranquilidade emocional e de se sentir bem consigo mesmo.

MERCÚRIO

Tarô: 
está representado pelo arquétipo do Mago.
Representação: comunicação em todas as suas formas, mentalidade e capacidade intelectual, capacidade de raciocínio, ensino e aprendizagem, agilidade. Irmãos, viagens curtas, comércio e crianças em geral.
Dia da semana: quarta-feira
Astrologia: no mapa, revela o modo como o ser pensa. Todos os processos de entendimento, onde e como se comunica melhor.
Signo: Gêmeos (21/5 a 20/06) e Virgem (23/08 a 22/9).
Necessidade: estabelecer ligações com os outros, aprender.

VÊNUS

Tarô: 
A terceira carta do Tarô pode ser representada por três das mais importantes figuras femininas do Olimpio: Deméter, a mãe natureza; Hera, a esposa fiel; e Afrodite, a mulher sensual. As três simbolizam, em seus mitos, arquétipos relacionados à carta da Imperatriz.
Representação: relacionamento, harmonia, beleza, arte, planeta do amor, autoestima e capacidade para amar e ser amado.
Dia da semana: sexta-feira
Astrologia: o que realmente gosta. Para homem, indica que tipo de mulher ele gosta e quer atrair. Para mulher, que tipo de atração ela exerce sobre os homens.
Signo: Touro (21/4 a 20/5) e Libra (23/9 a 22/10).
Necessidade: de se aproximar de outra pessoa, de sentir conforto e harmonia, de expressar as emoções.

MARTE

Tarô: 
está representado pelo arquétipo do Carro.
Representação: ação, impulso agressivo, iniciativa, energia sexual, ambição, luta, competição, lida ainda com acidentes, cirurgias. A maneira como a pessoa se impõe e reage.
Dia da semana: terça-feira
Astrologia: no mapa, mostra onde despende maior energia.
Signo: Áries (21/3 a 20/4)
Necessidade: de alcançar os desejos.

JÚPITER

Tarô: 
está representado pelo arquétipo do Imperador.
Representação: impulso a benevolência e proteção, expansão, a mente superior, otimismo, ética e moral, filosofia de vida, proteção espiritual, religiosidade.
Dia da semana: quinta-feira
Astrologia: no mapa, indica onde o indivíduo tem boa sorte.
Signo: Sagitário (22/11 a 21/12) e Peixes (20/2 a 20/3)
Necessidade: de ter fé, certeza, confiança na vida e em si mesmo, de aperfeiçoar.

SATURNO

Tarô: 
está representado pelo arquétipo do Eremita.
Representação: impulso a segurança, disciplina, responsabilidade, limitações, restrições, obstáculos, paciência, tempo, sabedoria, prudência, cautela, amadurecimento, cobrança, “O Mestre”.
Dia da semana: sábado
Astrologia: no mapa, indica onde a pessoa se sente menos segurança. Mostra os obstáculos que precisa ultrapassar.
Saturno é aceitar a responsabilidade sobre o que se faz.
Signo: Capricórnio (23/12 a 20/1) e Aquário (21/1 a 19/2)
Necessidade: de aprovação social, de se apoiar nos próprios recursos e no trabalho.

URANO

Tarô: 
está representado pelo arquétipo da Torre.
Representação: impulso à liberdade, originalidade, humanitário, mudanças súbitas, o inesperado, metafísica, ocultismo, astrologia, ciências novas, “O Despertador”.
Astrologia: no mapa, indica onde o ser tende a fazer o que é fora do comum.
Urano é a necessidade de se fazer mudanças. Fim de ciclo.
Signo: Aquário (21/1 a 19/2)
Necessidade: de mudanças, de excitação e de expressão sem repressão.

NETUNO

Tarô: 
está representado pelo arquétipo do Louco.
Representação: impulso espiritual, intuição, sonhos, ilusões, pressentimentos, fantasias, criatividade artística, lida com nevoeiros, drogas e seu uso, doenças de difícil diagnóstico, transcendência.
Astrologia: no mapa, indica onde o indivíduo tende a se enganar ou ainda idealizar. Onde se engana e pode enganar os outros. As ilusões. Também pode expressar o potencial místico e a inspiração.
Signo: Peixes (20/2 a 20/3)
Necessidade: de experimentar uma sanidade com a vida, de imergir completamente no Todo.

PLUTÃO

Tarô: 
está representado pela pelo arquétipo da Morte.
Representação: impulso destruidor ou regenerador, transformação, potencial da ave Fênix, profundidade e intensidade. Morte e renascimento, mudanças drásticas e radicais, transmutação, purificação, lida com calamidades e fatalidades, evolução obrigatória.
Astrologia: no mapa, mostra onde vai encontrar complexidade, onde vai resolver o problema sozinho e sem ajuda.
Signo: Escorpião (23/10 a 21/11)
Necessidade: de refinar o eu, de abandonar as velhas bases por meio da dor.
Obviamente, todo esse estudo é uma síntese sobre as características mais fortes desses planetas. Para se ter uma pequena ideia, discorrer amplamente sobre cada um deles daria para se escrever um livro, e já existem várias obras sobre cada um desses planetas e sua ligação mitológica. Mas isso não é de hoje, vem das antigas civilizações.

A Visão dos Historiadores Antigos


Os historiadores Heródoto e Diodoro Sículo, e os geógrafos Pausânias e Estrabão, que viajaram ao redor do mundo grego e anotaram as histórias que ouviram, forneceram numerosos mitos locais, apresentando por diversas vezes versões alternativas pouco conhecidas dos mitos. Heródoto, especialmente, procurou as várias tradições apresentando e encontrando as raízes históricas ou mitológicas no conflito entre a Grécia e o Oriente. Ele procurou conciliar as origens e a mistura de diferentes conceitos culturais.
A poesia das eras Helenística e Romana, embora tenha sido composta mais como literatura do que um exercício de culto aos mitos contém muitos detalhes importantes que, de outra forma, seriam perdidos. Essa categoria inclui:
  1. Os poetas romanos Ovídio, Sêneca e Virgílio.
  2. Os poetas gregos da Antiguidade tardia: Antonino Liberal e Quinto de Esmirna.
  3. Os poetas gregos do Período Helenístico: Apolônio de Rodes, Calímaco, Eratóstenes e Partênio.
  4. Antigos romances de gregos e romanos, como Apuleio, Petrônio e Heliodoro.
Em contrapartida com o gênero lírico, a Fabulae e a Astronômica do escritor romano Higino são duas composições não poéticas importantes sobre o mito. As obras Imagens e Descrições, de Filóstrato e Calístrato (respectivamente), são dois trabalhos literários úteis para o estudo dos mitos gregos.
Finalmente, o apologético cristão Arnóbio, citando práticas religiosas para desacreditá-las, e vários outros escritores bizantinos proporcionam detalhes importantes dos mitos, alguns deles procedentes de obras gregas perdidas durante os anos. Entre estes, inclui-se os léxicos de Hesíquio, a Suda, e os tratados de João Tzetzes e de Eustácio de Salônica. O ponto de vista moralizador cristão a respeito dos mitos gregos se resume no dito ἐν παντὶ μύθῳ καὶ τὸ Δαιδάλου μύσος (en panti muthōi kai to Daidalou musos, “em todo mito está a profanação de Dédalo”), sobre o que disse a Suda que alude o papel de Dédalo ao satisfazer a “luxúria antinatural” de Pasífae pelo trono de Posídon: “Desde que a origem e a culpa desses males se atribuíram a Dédalo e foi odiado por eles, converteu-se no objeto do provérbio.”
“Mitos de origem” ou “mitos de criação”, na mitologia grega, são termos alusivos à intenção de fazer com que o universo torne-se compreensível e com que a origem do mundo seja explicada. Além de ser o mais famoso, o relato mais coerente e mais bem estruturado sobre o começo das coisas, a Teogonia de Hesíodo, também é visto como didático, onde tudo se inicia com o Caos: o vazio primitivo e escuro que precede toda a existência. Dele, surge Gaia (a Terra) e outros seres divinos primordiais: Eros (atração amorosa), Tártaro (escuridão primeva) e Érebo. Sem intermédio masculino, Gaia deu à luz Urano, que então a fertilizou. Dessa união entre Gaia e Urano nasceram primeiramente os Titãs: seis homens e seis mulheres (Oceano, Céos, Créos, Hiperião, Jápeto, Téia e Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e Cronos); e logo os Ciclopes de um só olho e os Hecatônquiros (ou Centimanos). Contudo, Urano, embora tenha gerado essas divindades poderosas, não as permitiu sair do interior de Gaia e elas permaneceram obedientes ao pai. Somente Cronos, “o mais jovem, de pensamentos tortuosos e o mais terrível dos filhos”, castrou o seu pai – com uma foice produzida das entranhas da mãe Gaia – e lançou seus genitais no mar, libertando, assim, todos os irmãos presos no interior da mãe. A situação final foi que Urano não procriou novamente, mas o esperma que caiu de seus genitais cortados produziu a deusa Afrodite, saída de uma espuma da água, ao mesmo tempo em que o sangue de sua ferida gerou as Ninfas Melíades, as Erínias e os Gigantes, quando atingiu a terra. Sem a interferência do pai, Cronos tornou-se o rei dos deuses com sua irmã e esposa Reia como cônjuge e os outros Titãs como sua corte.
O pensamento antigo grego considerava a teogonia – que engloba a cosmogonia e a cosmologia, temas dessa subseção – como o protótipo do gênero poético e lhe atribuía poderes quase mágicos. Por exemplo: Orfeu, o poeta e músico, da mitologia grega, proclamava e cantava as teogonias com o intuito de acalmar ondas e tormentas – como consta no poema épico Os Argonautas, de Apolônio de Rodes – e também para acalmar os corações frios dos deuses do mundo inferior, quando descia a Hades. A importância da teogonia encontra-se também no “Hino Homérico a Hermes”, quando Hermes inventa a lira, e a primeira coisa que faz com o instrumento em mãos é cantar o nascimento dos deuses.
Diante de tudo isso, se estudássemos mais, tenho certeza de que muitas coisas ou mistérios seriam facilmente explicados e entendidos pela mente humana.
E, se for da vontade do leitor desta revista, faremos uma matéria sobre cada um dos Planetas e do universo de magia, beleza, características, as relações com os semideuses, deuses e deusas, “verdades” religiosas e a criação dos deuses… Levando você para uma viagem dentro da mitologia mais conhecida e difundida em todo o mundo até os dias atuais…

BIBLIOGRAFIA

GUTTMAN, Ariel e JOHNSON, Kenneth. Astrologia e Mitologia – Seus Arquétipos e a Linguagem dos Símbolos. São Paulo: Madras Editora, 2005.
GRAVES, Robert. Mitos Gregos – Ilustrado. São Paulo: Madras Editora, 2006.
www.olhosdebastet.com.br/textos/Planetas.