3 de fevereiro de 2017

Percepções e Impressões na Maçonaria:



Esse trabalho tem o intuito de transmitir aos irmãos as nossas percepções sobre um interessante trecho de nossa Ordem do em relação ao Primeiro Grau que, certamente, nos leva a uma reflexão profunda sobre seus simbolismo e significado.

É ele: “Em toda Loja regular, constituída, há um ponto no interior de um circulo e que os Irmãos, ali colocados não podem entrar. Esse círculo é limitado; entre Norte e Sul por duas grandes linhas paralelas, representativas de Moisés e do Rei Salomão. Na sua parte superior fica o Livro das Leis Sagradas, como base da Escada de Jacó, cujo topo alcança os Céus; e desde que sejamos versados naquele Livro Sagrado, e professemos as doutrinas nele contidas, como fizeram aquelas paralelas, ele nos conduzirá àquele que não nos falhará, bem como não nos decepcionará. Caminhando ao redor desse circulo, tocaremos necessariamente em ambas as paralelas e no Livro Sagrado; e enquanto um Maçom conseguir manter-se assim, circunscrito, não poderá jamais incidir em erro”.

Em primeiro lugar, expomos aqui uma breve pesquisa sobre quatro assuntos tratados neste treco: Moisés e o Rei Salomão, como as linhas paralelas, e o Livro das Leis Sagradas e a Escada de Jacó, como o ponto superior do círculo. Logo após, compartilhamos nossos entendimentos e impressões.






As Linhas Paralelas

As linhas paralelas, seguindo de Leste a Oeste, tangem um círculo imaginário, cujo centro de alinha ao centro da Loja.





Moisés:

Na época em que Moisés nasceu, algo em torno de 1592 A.C., havia um decreto do Faraó em que todos os meninos hebreus que nasciam, deveriam ser mortos. A mãe de Moisés não teve coragem de matá-lo e então o escondeu por três meses. Quando percebeu que não conseguiria mais escondê-lo fez uma cesta e a jogou no Nilo com o filho dentro, onde a filha do faraó o encontrou. E a filha do Faraó pediu, ironicamente, que a mãe biológica dela o criasse. Quando ele cresceu, foi criado na casa da filha do Faraó, que o adotou e terminou de criá-lo.

Já adulto, quando andava pelas redondezas, viu um egípcio batendo em um hebreu e não havendo ninguém por perto, matou o egípcio para defender seu próprio povo. Quando ele percebeu que havia sido descoberto fugiu daquela região. Durante essa época, morreu o rei do Egito e o povo clamou a Deus. Ele, ouvindo o clamor do povo, falou a Moisés.

Então Deus ordenou que Moisés fosse até o Egito, na terra do Faraó, e que lá libertasse o povo que estava sendo oprimido. E Moisés pensou que o povo não acreditaria que Deus havia lhe falado e portando, Deus concedeu poderes para que ele provasse ser a voz de Deus. Seu bordão, ao ser jogado no chão, se transformava em cobra, e sua mão ao tocar o peito, ficava leprosa e se restaurava. Essa deveria ser a prova para que o povo o acompanhasse e fugisse da opressão egípcia.

Após todas as demonstrações, Moisés ainda questionou sua inabilidade com a retórica, tentou se esquivar da missão que lhe havia sido outorgada e Deus se irritou e disse que ele seria sua voz e guiaria todas as suas falas.

Quando Moisés chegou ao Egito, tentou falar com o Faraó, que se irritou e aumentou o trabalho do povo hebreu, já que tinham tempo para clamar a Deus. E então Moisés chamou a Deus e disse que não sabia falar e que não conseguiria tirar o povo dali. E Deus respondeu que ele deveria falar o que Ele lhe dizia, mas que endureceria o coração do Faraó, e faria suas maravilhas no Egito.

E quando o Faraó negou-se a libertar o povo novamente, surgiu no Egito as dez pragas de Deus. E após a décima praga, a morte dos primogênitos egípcios, o Faraó deixou que os israelitas saíssem. Porém, quando o povo estava deixando o Egito, Deus mudou o coração do Faraó para que ele impedisse a fuga do povo de Israel, e mandou os perseguir. Dando prova de seu Poder, através de Moisés, Deus abriu o mar para que seu povo passasse por ali, transformou a água salgada em água potável e por fim falou a ele no Monte Sinai, quando lhe disse os seus 10 mandamentos. Além dos 10 mandamentos, Deus ainda codificou outras leis acerca dos servos, da violência, leis civis e religiosas. Toda essa compilação foi guardada em uma arca, a Arca da Aliança, a aliança entre Deus e o povo de Israel.




O Rei Salomão

Em Reis, capítulo 3 (versículos de 5 a 14), pode-se ler: “E em Gibeom apareceu o SENHOR a Salomão de noite em sonhos; e disse-lhe Deus: Pede o que queres que eu te dê. / E disse Salomão: (…) A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem o mal; porque quem poderia julgar a este teu grande povo? / E esta palavra pareceu boa aos olhos do Senhor, de que Salomão pedisse isso. / E disse-lhe Deus: Porquanto pediste isso, e não pediste para ti muitos dias, nem pediste para ti riquezas, nem pediste a vida de teus inimigos; mas pediste para ti entendimento, para discernires o que é justo; / Eis que fiz segundo as tuas palavras; eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti igual não houve, e depois de ti igual também não de levantará. / E também até o que não pediste te deu, assim riquezas como glória; de modo que não haverá um igual entre os reis, por todos os teus dias. / E, se andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos, e os meus mandamentos, como andou Davi teu pai, também prolongarei os teus dias”.

Salomão, filho de Davi, era célebre por sua sabedoria – dominava todos os conhecimentos de sua época bem como no passado. Nasceu em Israel, em 1000 A.C. Reinou entre 970 e 931 A.C. e, durante esse período, protegeu as artes e o comércio, estabelecendo boas relações e alianças com os países vizinhos como Fenícia, Síria e Arábia.

Com o rei de Tiro, Hiram, criou uma frota mercante cujas expedições chegaram aos limites do mundo conhecido. Projetou grandiosas construções como o majestoso templo de Jerusalém, chamado depois de templo de Salomão, que se tornou o centro da unidade nacional dos hebreus e do cristianismo primitivo. Construiu também importantes obras hidráulicas, principalmente reservatórios e aquedutos para abastecimento e irrigação, como por exemplo, o aqueduto de Siloé, no vale de Cedron.

Foi casado com Anelise, filha do Faraó Siamon, tendo recebido como dote de casamento a cidade Cananéia de Gezar.





O Livro das Leis Sagradas:

Na maçonaria, o Livro das Leis Sagradas representa um conjunto de doutrinas éticas, com fundamentos espiritualistas, que devem conduzir o coração de todo maçom. Ele representa as aspirações a que o espírito do irmão deseja alcançar.

Além disso, ele, aberto sobre o altar, simboliza a presença invocada do Grande Arquiteto do Universo nas sessões.

Como no Brasil a maior parte da população maçônica é formada de Cristãos, a Bíblia Sagrada figura o Altar como representante dessas Leis, mas o Livro das Leis deve ser aquele que representa a fé professada pelos irmãos. Se houver um irmão muçulmano, por exemplo, o Corão representará seu Livro da Lei, uma vez que a maçonaria não distingue religiões.




A Escada de Jacó:

A Escada de Jacó (ou Jacob), presente no Painel da Loja de Aprendiz é uma importante alegoria que a Maçonaria adotou como a ligação do plano material em que vivemos com o plano superior a que aspiramos.

Em Gênesis, capítulo 2 (versículos de 12 a 19), encontra-se o seguinte: “Então (Jacó) sonhou: estava posta sobre a terra uma escada, cujo topo chegava ao céu; eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; por cima dela estava o Senhor, que disse: Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão te pai, e o Deus de Isaque; esta terra em que estás deitado, e a darei a ti a à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra; dilatar-te ás para o ocidente, para o oriente, para o norte e para o sul; por meio de ti e da tua descendência serão benditas toas as famílias da terra.

Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; pois não te deixarei até que haja cumprido aquilo de que te tenho falado. Ao acordar Jacó do seu sono, disse: Realmente o Senhor está neste lugar; e eu não sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus. Jacó levantou-se de manhã cedo, tomou a pedra que pusera debaixo da cabeça, e a pôs como coluna; e derramou-lhe azeite em cima. E chamou aquele lugar Betel; porém o nome da cidade antes era Luz”.

A escada vista por Jacó, com sua base na terra e a outra extremidade no céu, simboliza uma ligação entre os planos Material e Espiritual. Os anjos, em seus movimentos de subida e descida, representam os ciclos evolutivos e involutivos da vida, em seu perpétuo fluxo e refluxo, através de nascimentos e mortes.

Pelas tradições maçônicas, a escada possui tantos degraus quantos são virtudes necessárias ao aperfeiçoamento de cada um. As três mais importantes são a Fé, a Esperança e a Caridade, ali simbolizadas pela Cruz, a Âncora e o Cálice.




Percepções e impressões:

A respeito das duas linhas, encarando as biografias destas duas personagens bíblicas como autenticas ou lendárias, sempre há um conteúdo a se aprender. Ambas são marcadas por virtudes, como a fé, a força de vontade, a liderança e a sabedoria; e, além disso, suas ações deixaram um grande legado para a humanidade.

O ponto, na parte superior do círculo, encontra-se o mais próximo possível do Leste, ou do Oriente. Podemos entender como o ponto de início e término em um ciclo; o ponto onde o Sol nasce para romper e dar vida ao dia. O Livro Sagrado, posto nesta posição, simboliza que seus ensinamentos devem estar presentes durante o percurso em torno do círculo.

A Escada de Jacó, apoiada sobre o mesmo Livro, nos apresenta a ideia de que a experiência absorvida no período da jornada compõe a base para se começar a galgar os seus degraus, a fim de atingir a perfeição através da lapidação intelectual, moral e espiritual.


Autores:

Ir∴ Pedro Henrique Braga Moreira • M∴M∴

Ir∴ Thiago Casseb de Souza • M∴M∴

Referências

Brasil Escola – Salomão
www.brasilescola.com/biografia/salomao
Simbolismo na Maçonaria
www.jaburucab.vilabol.uol.com.br/simbolismo
A Escada de Jacó na Maçonaria e o Círculo Misterioso
www.espacodomacom.blogspot.com/2008/11/escada-de-jac-na-maconaria-e-o-circulo



Bíblia Sagrada
Traduzida para o português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil,
2a ed. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil. 2006.1248p.

31 de janeiro de 2017

Conheça os 7 Ritos Maçônicos mais Praticados no Brasil:



Simbologia Maçonica:

A Letra G: apresenta diversos  significados, é a sétima letra no alfabeto e o 7 é considerado o número da perfeição, como em vários exemplos se destaca o que Deus fez o mundo em 7 dias, o 7 sempre é citado como o número divino.

Esquadro: Significa a retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal que representa a trajetória a percorrer na Terra, ou seja, o determinismo, o destino; e a outra vertical, o caminho para cima, dirigindo-se ao cosmo, ao universo, ao infinito, a Deus.

Compasso: Traça círculos e abrindo e fechando, delimita espaços. Representa o senso da medida das coisas. Significa a medida das coisas





Ritos Maçônicos no Brasil

Conheça um pouco dos 07 Ritos Maçônicos praticados pelas Obediências Maçônicas regulares brasileiras:





RITO ADONHIRAMITA: 

Rito de origem francesa, foi substituído na França pelo Rito Moderno EM 1785, mas continuou sendo praticado no Brasil, onde foi o primeiro Rito a ser adotado. O Rito Adonhiramita é considerado irregular por boa parte da comunidade maçônica internacional pelo fato de modificar a Lenda do Grau 03, o que fere um dos principais Landmarks maçônicos (3º Landmark de Mackey, por exemplo) que considera a lenda do Grau 03 imutável.


Se não fosse pelo fato do Rito ter sido descontinuado na França, quando da adoção do Rito Moderno, o Adonhiramita seria o mais antigo ainda em prática no mundo. Porém, ele se viu encerrado em 1.773, e só foi reativado, já no Brasil, em 16/01/1838, sofrendo então grande influência do Rito Moderno, e trabalhando apenas nos Graus Simbólicos. Os Graus Superiores desse Rito só entraram oficialmente em atividade em 02/06/1973, quando da fundação de seu Supremo Conselho, aqui no Brasil, único no mundo. O Rito Adonhiramita somente é praticado no Brasil e, mais recentemente, por algumas poucas Lojas em Portugal.




RITO BRASILEIRO

Sonho antigo do Grande Oriente do Brasil, o Rito Brasileiro somente tornou-se realidade em 1914, pelas mãos do então Grão-Mestre do GOB, Lauro Sodré. Sobreviveu até meados de 1940, quando entrou em desuso. Somente em 13/03/1968, no auge da Ditadura Militar e de sua propaganda nacionalista, o Rito foi reativado e permanece ativo até hoje.  Considerado uma cópia abrasileirada do Rito Escocês, ele também trabalha com sistema de 33 graus, sendo os 03 simbólicos e 30 graus superiores, além de também adotar a cor púrpura do REAA. O Rito Brasileiro só é praticado no Brasil.






RITUAL DE EMULAÇÃO & SISTEMA INGLÊS MODERNO

O Ritual de Emulação só trabalha nos 03 graus simbólicos. O Emulação é um dos vários rituais praticados por Lojas da GLUI, sendo o mais popular deles. Há outros como: Bristol, Stability, Oxford, Taylor’s, Humber, Logic, West End. Todos são similares entre si, visto que a GLUI apenas determina que se observem os antigos costumes por ela adotados.


O GOB adotou o Emulação para reforçar seu tratado de amizade e mútuo reconhecimento com a GLUI. Porém, quando da tradução para o português, o Ritual ficou erroneamente conhecido como “de York”. Podemos chamar de “Sistema Inglês Moderno” os corpos ingleses de aperfeiçoamento, que possuem origens diferentes e trabalham de forma totalmente independente dos Rituais Simbólicos lá praticados. Entre eles, podemos citar: Mestre de Marca e Santo Arco Real, Nauta, Templários e Malta.





RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

O Rito Escocês Antigo e Aceito é o mais praticado no Brasil e na maioria dos países da América Latina nos graus simbólicos, e é o Rito mais praticado no mundo nos Graus Superiores. Apesar de muitos autores e Irmãos declararem que o Rito teve origem na França, isso é algo discutível. 


O Rito foi realmente consolidado na França, mas sua origem pode se dizer escocesa, visto que teve origem quando Carlos I, rei da Inglaterra e de origem escocesa, exilou-se com sua família e famílias nobres mais próximas (também de origem escocesa) na França. Desse nicho originou-se na França o Rito de Heredom, composto de 25 graus. Mas apenas nos EUA o Rito passou a ter 33 graus e a ser chamado de Rito Escocês Antigo e Aceito.


Digamos então que é um rito criado nos EUA sobre uma base francesa com raízes escocesas.
Os 33 graus do Rito Escocês são concedidos em Loja Simbólica, Loja de Perfeição, Capítulo Rosa Cruz, Conselho Kadosh e Consistório. A data-marca do REAA é 31/05/1801: fundação do 1º Supremo.






RITO FRANCÊS OU MODERNO


Apesar de declarar ter sido criado em 09/03/1773, o que o tornaria o Rito mais antigo ainda praticado no mundo, o Rito Moderno foi totalmente reformulado e reescrito, e somente tomou a forma com que é praticado atualmente quando da chamada “Reformulação”, ocorrida em 1877, quando se suprimiu a crença em um Grande Arquiteto do Universo e na Imortalidade da Alma de toda simbologia, filosofia e frases do Rito. 

O nome foi mantido, mas a Reformulação praticamente criou um novo Rito, diferente do seu original. Essa atitude em relação ao GADU, ao Livro da Lei e à Imortalidade da Alma promovida na ritualística e leis do Grande Oriente de França foi interpretada pela GLUI como um desrespeito aos antigos Landmarks, ocasionando no rompimento das relações entre a GLUI e o GOdF, rompimento este que dura até os dias de hoje.





RITO SCHRODER

O Rito Schroder é um rito de origem alemã e surgiu no Brasil através da colonização alemã no sul do país. O Rito surgiu na Alemanha para substituir o Rito da “Estrita Observância” que possuía forte influência da cavalaria templária, distanciando-se assim do simbolismo da maçonaria operativa, o que, com o tempo, gerou grande descontentamento dos líderes e estudiosos maçônicos.
Foi então que o Irmão Schroder começou a escrever o Rito que acabou ficando conhecido pelo seu nome. 


O novo Rito foi aprovado por unanimidade na assembléia dos Veneráveis Mestres de Hamburgo no dia 29/06/1801, sendo, portanto, apenas poucos dias mais velho do que o REAA. O Rito trabalha apenas nos três graus simbólicos, e busca se desvencilhar de influências de outras doutrinas, filosofias, ordens e símbolos que não sejam oriundos da Maçonaria Operativa.





RITO DE YORK

O Rito de York é algumas vezes chamado de Rito Americano, ou mesmo de Rito Inglês Antigo. Além dos 03 graus simbólicos, ele possui mais 10 Graus, divididos nos organismos: Capítulo do Real Arco (Mestre de Marca, Past Master, Mui Excelente Mestre e Maçom do Real Arco); Conselho Críptico (Mestre Real, Mestre Escolhido e Super Excelente Mestre); Comandaria Templária (Ordem da Cruz Vermelha, Ordem da Cruz de Malta, Ordem dos Cavaleiros Templários).


O Rito de York é o rito mais antigo praticado no mundo, tendo como data-marca 24/10/1797.Também é o Rito com mais membros praticantes no mundo: mais de 60% dos maçons no mundo adotam o “Monitor de Webb”, como são conhecidos os graus simbólicos do Rito de York, em homenagem ao seu autor. Já suas Comandarias Templárias são tidas como os únicos Corpos Maçônicos fardados da atualidade.  Alguns irmãos brasileiros confundem o Rito de York com o Sistema Inglês Moderno, o qual possui alguns graus similares. Porém, o Sistema Inglês é bastante diferente, não possuindo um formato de escada como ocorre no Rito de York, Escocês e vários outros ritos.






TFA/PP

Ir.´. Daniel Martina Frc
Fundador do Filhos do Arquiteto Brasil 
Ilustração e Complementação da Pesquisa



Fonte Primária: 
.

A Sefirot e o Homem - A Árvore da Vida:




Ao centro de Sua Criação, Deus colocou o homem, insuflando-lhe uma centelha Divina, que se constitui na essência de sua vida interior. Apesar de ser o homem composto de matéria e espírito, seu corpo é somente o invólucro material dessa faísca Divina.


Criando o homem apenas à Sua imagem, Deus deixou-o livre para escolher caminhos e para transcender a si mesmo, a suas contradições internas, suas inclinações, sendo capaz de atingir as alturas e as profundezas espirituais. Deixou-o livre para se afastar ou se aproximar Dele.

No homem, a busca de si mesmo, de seu "eu verdadeiro", inicia-se com o primeiro vislumbre de consciência e perdura até o último fôlego.

Todo homem anseia imbuir sua existência de sentido e objetivo, mas a realidade física em sua volta, bem como seus medos e desejos, interferem em sua percepção. Às vezes, ao acelerar o ritmo de sua vida para obter as coisas que deseja, acaba relegando para um segundo plano a procura do eu verdadeiro.

A Cabalá é uma doutrina de unidade através da qual o homem pode aprender que a realidade é um todo no qual o visível e o invisível, o material e o espiritual se misturam e se unem. Segundo o Talmud, antes de vir para o mundo nosso saber é ilimitado. Nossa alma é repleta de sabedoria. Mas, ao nascimento, um anjo "arquiva" todo esse conhecimento em nosso inconsciente. E, assim, no decorrer da vida devemos "reaprender" esta sabedoria, transformando-a em realizações.

A Cabalá ensina que o homem criado à "imagem de Deus" é um microcosmo de Seus poderes, e as qualidades básicas da mente e da emoção humana são o reflexo das "Qualidades" usadas por D's para criar e governar Sua criação. As faculdades mentais do homem refletem o Intelecto que Deus usou para criar o mundo e, desta forma, o homem tem a capacidade de compreender as leis e a lógica da Criação.

A Cabalá ensina que a busca do "eu verdadeiro" deve trilhar o caminho da alma, pois esta é a verdadeira essência do homem, sua parte infinita, seu eu inapreensível. É quem nos dá a vida. É o centro espiri-tual, a parte do ser que ama, sente, percebe. É a fonte de energia inesgotável que permite criar, verbalizar, conectar-se com os outros em nossa volta e se manifesta através da mente, das emoções e dos atos.

Segundo a Cabalá o homem é composto das mesmas "forças fundamentais", da mesma "matéria prima" através das quais Deuss deu forma e conteúdo à Sua Criação: as Dez Sefirot. Estas se originam no Infinito do Ein Sof e emanam através dos mundos, olamot, criando uma "corrente espiritual" que liga e vivifica todas as coisas. É através das Sefirot que a Energia Divina flui, permeia e se torna parte de cada coisa vivente.

A alma do homem - a Centelha Divina, a neshamá - é o "cordão umbilical" que transcende todos os universos, olamot, e nos liga ao Infinito, o Ein Sof, a D's. Sendo composta da essência interior das Sefirot, a alma humana manifesta os atributos ou qualidades das mesmas. Portanto, pode-se dizer que a alma do homem é o "cabo condutor" através do qual fluem e se individualizam as Dez Sefirot, enraizadas no mundo espiritual, tornando-se as bases de nossas personalidades. A maneira pela qual cada um de nós se relaciona com o seu meio é "produto" das possíveis combinações de Sefirot.

Nos textos cabalísticos a configuração das Sefirot é descrita graficamente como um arranjo vertical ao longo de três eixos paralelos, ou kavin, numa alusão ao corpo humano. Conseqüentemente, cada Sefirá é associada a um membro específico.

No homem, as Dez Sefirot podem ser divididas em dois grupos. O primeiro, chamado de Sêchel, é composto das Sefirot Chochmá, Biná e Da'at, e representa os processos internos mentais. O segundo, composto das outras sete Sefirot, é chamado de Midot e representa o coração e as emoções humanas. É atributo da mente o direcionamento, enquanto o sentimento não tem direção.

Mas, acima de todas as Sefirot está Keter. No homem, esta é a verdadeira essência do ser criado à imagem de D's. Superior ao próprio pensamento, Keter é fonte da vontade, do querer, do livre arbítrio. É através de sua vontade que o homem consegue se elevar acima de todas as pressões externas ou internas e tomar suas decisões, independentemente de todas as considerações. E é o arrependimento o que faz o homem se conectar com Keter.





As Sefirot da Mente:

Chochmá - Sabedoria. É o fluxo de energia responsável pela inspiração e criatividade, a base da percepção intuitiva. É o pensamento em seu estado mais puro; aquele que não emana de um processo racional. É a "alma da idéia", o estalo subconsciente que desencadeia o raciocínio.

Esta Sefirá é também chamada de mochá setumá, "a mente oculta", uma metáfora para definir o subconsciente. Chochmá contém os elementos básicos de nossa personalidade, é a base sobre a qual a construímos. Segundo o Zohar, é a "totalidade de toda a individua-lização", pois nela estão incorporados, ao nascer, os axiomas fundamentais do conhecimento e da sabedoria. Chochmá é também a capacidade que o ser humano tem de aprender com os outros. Quem tem Chochmá, perguntam nossos sábios no Pirkei Avot, a Ética dos Pais. É aquele que aprende com todas as pessoas. No corpo 'sefirótico' é a parte direita do cérebro.

Biná - Entendimento. É a compreensão, o racio-cínio dedutivo. É o sistema lógico através do qual o fluxo de pensamento proveniente de Chochmá é delineado e definido. Esta Sefirá direciona o primeiro "estalo" momentâneo e ainda sem forma, tornando-o tangível. É a habilidade inerente a cada ser humano de sintetizar, racionalizar, fazer distinções lógicas e desenvolver mentalmente uma idéia. Em Biná é estabelecida a linha de pensamento. Considera-se como sendo uma Sefirá feminina se comparada à Chochmá masculina. 

A Cabalá usa a metáfora literária de "pai" e "mãe" para descrever a relação que existe entre a idéia embrio-nária e a já desenvolvida, entre Chochmá e Biná. No corpo 'sefirótico', é a parte esquerda do cérebro. Os estudos científicos recentes sobre as funções cerebrais humanas têm associado a criatividade com a parte direita do cérebro e a lógica e a racionalização com a esquerda. Exatamente como o faz a Cabalá.

Da'at - Conhecimento. É a lógica aplicada, a verificação abstrata dos fatos, a cristalização da consciência em termos de conclusões. Da'at assegura a continuidade do pensamento pois cria uma ponte entre as atividade cerebrais Chochmá e Biná. A habilidade que temos de expressar nossa inteligência, de comunicar nossos pensamentos, de desenvolver um tipo de relacionamento inteligente com o mundo se resume em Da'at. Os processos mentais só tomam forma quando são externalizados pelas Sefirot da emoção e Da'at é responsável pela conexão entre a mente e as emoções.

As Sefirot da Emoção Humana:

Estas são divididas em dois grupos. As primeiras três Sefirot - Chessed, Guevurá e Tiferet - representam as relações que envolvem o dar, num sentido unidirecional. Neste nível ainda não há reciprocidade nos relacionamentos. As três seguintes - Netzach, Hod e Yessod - agem diretamente no mundo real e representam relacionamentos onde há reciprocidade e "concretização" dos sentimentos.

Chessed - Graça, amor. É o altruísmo, o compartilhar, o dar incondicional, a bondade, a mão estendida para o outro. A Torá nos ensina que Criação foi imbuída de altruísmo e o amor é a emoção mais básica no ser humano. Orientada para os outros, Chessed é a primeira das Sefirot de ação responsável pelo início da interação, a primeira centelha que inicia a ação. Representa a extroversão, o fluxo de energia que nos abre para o mundo. Quando estendemos nossa mão para o outro é o fluxo de Chessed que se manifesta. O homem de Chessed é aquele que dá de si mesmo, seja em termos de vontade, afeição ou relação. Abraão é o patriarca que representa este atributo Divino.

Mas Chessed é um sentimento e sentimentos internos não possuem uma direção. O dar de si sem limites ou direção, o dar indisciplinado, pode levar ao esgotamento. Por isso mesmo, o fluxo da bondade e altruísmo deve ser guiado pelas Sefirot da mente. Segundo os ensinamentos místicos, a maneira fundamental de penetrar no mistério da Chessed é amando D's ao extremo. Conseqüentemente, amando todas as Suas criaturas. O que é um Chassid, perguntam nossos sábios. Alguém que age por amor a D's. No corpo sefirótico, Chessed é o braço direito.

Guevurá - Poder, força. É o recuo das forças para dentro de si, a auto-contenção. O fluxo de Guevurá é a fonte de energia para a justiça, o controle, o domínio sobre os impulsos. Na Guevurá o ser humano encontra a força e a habilidade de superar sua natureza, suas contradições e conflitos.

Perguntam nossos sábios, na Éticas dos Pais: 'Quem é forte? Aquele que controla seus impulsos', pois é mais difícil refrear seus próprios impulsos do que resistir a um perigo externo. Isaac é o patriarca símbolo da Guevurá, pois ao ser atado tinha controle total sobre si próprio, ao ponto de anular sua própria vontade. Não controlada, esta Sefirá pode levar o homem a uma situação em que não consegue dar nem receber, uma retração total em si mesmo, podendo ser fonte de energia para o ódio e o medo. No corpo sefirótico, é o braço esquerdo.

O Talmud aponta-nos algo essencial sobre as relações humanas: devemos aproximar as pessoas em nossa volta com a mão direita; mas, ao mesmo tempo, mantê-las à distância com a esquerda. Só assim o homem poderá manter em cada relacionamento sua própria identidade.

Tiferet - Beleza e harmonia. Esta Sefirá também é chamada de Rachamim, compaixão. Tiferet equilibra os fluxos de Chessed e Guevurá. É o dar equilibrado, o julgamento atenuado pelo amor. A habilidade de harmonizar e integrar os dois extremos. Representa o desenvolvimento do ser humano até seu maior poten-cial. 

Os sábios nos ensinam que nossa compaixão deve estender-se sobre todas as criaturas, não desprezando nem destruindo nenhuma delas. Tiferet representa também a verdade, pois a pessoa só pode ser verdadeira se estiver equilibrada e somente estando ela mesma equilibrada poderá ter relações equilibradas. Jacob é o patriarca que simboliza a Tiferet. Ele é exemplo daquilo que o Talmud define como uma pessoa verdadeira: "aquele que é por fora aquilo que é por dentro". No corpo sefirótico, é o tronco.

Netzach - Eternidade. É a vontade de vencer, conquistar; o impulso profundo de realização. À medida em que surgem os sentimentos, devem ser realizados através de relacionamentos. Netzach é primeira Sefirá onde há reprocidade. Ensinam-nos nossos sábios que "mais que o discípulo quer aprender, o mestre quer dar". Esta Sefirá é responsável pela necessidade que cada homem tem de se relacionar com o "outro". E isto pode ser participar de numa conversa, estender a mão ou simplesmente praticar qualquer ação que toque o outro. Netzach significa vitória; conseguir sair das limitações do nosso próprio ser para entrar no mundo do outro. É o dar de acordo com as necessidades de quem esta dando. Moshé Rabeinu representa o fluxo de Netzach. Este atributo é a perna direita do corpo sefirótico.

Hod - Esplendor. É a sinceridade, o zelo. Na luta para o cumprimento das responsabilidades ou atingir o que se deseja, é o poder de rechaçar os obstáculos que surgem e perseverar. Relacionamentos sinceros ou duradouros não resultam de um simples alcançar o outro. Dependem também de nossa habilidade de criar um espaço interno para aceitar o outro. É o dar de acordo com as necessidades de quem recebe. É estar em total conformidade com a identidade do outro. Hod restringe e contém o fluxo de Netzach para que o relacionamento não se torne dominador. Aarão é o símbolo de Netzach. No corpo sefirótico, é a perna esquerda.

Yessod - Fundamento. Representa o poder da conexão, a força vital procriadora. Yessod é o pilar cósmico, o eixo do mundo. Esta Sefirá representa o tipo de relação recíproca onde todo o ser está envolvido, é o estreito vínculo entre dois entes. A capacidade de fazer contatos e se relacionar com os outros. É também o poder de comunicação e a habilidade de se concentrar na pessoa com quem estamos comunicando-nos. A luz e o poder das Sefirot são canalizados por Yessod e através deste chega-se a Malkut. José, filho de Jacob, representa Yessod.

Malkut - Reinado. É a vivência, a realização do potencial no homem. É a transição da alma para a existência externa; do pensamento para o fato. Assim como um ângulo define o encontro de duas ou mais linhas, Malkut define o ponto de encontro de todas as Sefirot, sua expressão final. Representa a coesão final em um relacionamento. O Rei David representa esta Sefirá.





Conclusão

O homem está ligado a um sistema de mundos superiores, apesar de este sistema não lhe estar revelado. Cada um de nós é composto por fluxos espirituais de energia que definem nossa personalidade. Através de nossas ações e como resposta a estas, que estabelecemos (ou não) um equilíbrio entre o espiritual e o material nossa mente e nossas emoções, assim como entre nós e o mundo que nos cerca. A jornada mística da busca do 'eu verdadeiro' se inicia com a conscientização deste fato espiritual da vida.

Para a Cabalá, as Sefirot não são um sistema teológico abstrato, mas sim um mapa da consciência humana através do qual poderão ser descobertas as dimensões do ser, pois a totalidade espiritual e psicológica do ser humano pode ser obtida pela meditação nas qualidades de cada Sefirá e pela imitação dos atributos Divinos. Estas descobertas poderão levar a uma revolução na percepção do sentido da vida.





Um dos preceitos básicos do Judaísmo é que a vida tem sentido, e a meta do homem é se aperfeiçoar e aperfeiçoar ao mesmo tempo o mundo à sua volta. A Cabalá nos ensina que o homem é a única criatura que tem como superar sua natureza interna, suas inclinações, aperfeiçoar-se espiritualmente aproximando-se desta forma de seu Criador.D's disse a Abraão: "Vai". Segundo nossos sá-bios, este versículo tem uma mensagem que se destina a todas as pessoas... "Vai para dentro de ti mesmo; conhece-te e completa-te".

Terminando, deixo , para reflexão, este pensamento do Rav Abraham Kook, erudito deste século que ora termina: "Quanto mais forte és, mais precisas procurar-te".

Namastê !



Livro Recomendado para Estudos 



TFA / PP
Ir Daniel Martina Frc

30 de janeiro de 2017

O Anel na Maçonaria do Brasil


Anel Filhos do Arquiteto o Designer e Simbologia unidos em uma Jóia de beleza e qualidade superior. 

Somos a única empresa no Brasil a trabalhar com Joias Maçônicas Medievais e Rosa Cruzes sobre encomenda. 

Pedido podem ser realizados em nosso portal, escolha sua numeração, modelo é tipo de confecção. Após confirmação nossos prazos de entrega são de 07 a 15 com envio a todo Brasil. 

Tenha o Brilho de nossas Jóias em Suas Mãos, conheça nossa coleção completa : 



TFA
Ir.'. Daniel Martina​.

O Anel do Maçom

Filhos do Arquiteto Brasil é uma empresa de Irmãos Maçons e Rosa Cruzes, ao qual através de nossa Simbologia e Fraternidade confeccionamos belas jóias de Requinte. 


Enviamos para todo Brasil. Os Irmãos escolhem a Jóia de sua preferência, tamanho e material através de nosso portal. www.filhosdoarquiteto.com


Após confirmação confeccionamos e enviamos no prazos de 07 a 15 dias a todo Brasil. 


Adquira seu anel em nossa empresa e tenha a egregora universal e nosso amor na confecção de cada anel. Que são peças únicas e de grande valor simbólico. 

Aguardamos seu pedido é sua visita. 


TFA/PP


Anel Maçonaria 3D em Aço Gravação a Laser - FAAC976



Anel Maçonaria 3D em Aço Gravação a Laser - FAAC976

Um anel elegante e discreto. Com seus quadriculados em 3D está se destaca nas Cores azul ou Preto, temos o Destaque para a Gravação a Laser no Esquadro e Compasso. 

Pronta entrega a Todo Brasil - Adquira sua Jóia em Lançamentos em nosso Portal: 



TFA
Ir Daniel Martina.

27 de janeiro de 2017

O SIGNIFICADO DO PENTAGRAMA:




Para os Hebreus era designado como a “Verdade” nos livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento).

Já na Grécia Antiga, era chamado Pentalpha, “composto de cinco ‘As’ geometricamente”.

O pentagrama aparece também na cultura chinesa, onde representa o ciclo da destruição, atribuindo a cada extremo do pentagrama um elemento: fogo, terra, madeira, água e metal. Todos os elementos estão interligados, já que um depende do outro para ser gerado, ou para inibir e manter o equilíbrio da natureza.

Para Pitágoras e seus seguidores, o pentagrama era um “emblema de perfeição”, ficando conhecido como “A proporção Divina”, tendo sido utilizado na construção de diversos templos durante a arte pós-helênica.


Era considerado pelos druidas um “símbolo divino” , já para os celtas simbolizava a deusa Morrighan (deusa do amor e da guerra) e ainda, para os egípcios, o pentagrama era considerado o“útero da Terra”, já que mantinha uma “relação simbólica com as pirâmides”.


Para os primeiros cristãos as cinco extremidades do pentagrama representavam as cinco chagas de Cristo, além de ter sido usado como símbolo da visita dos três Reis Magos ao menino Jesus.


Nos tempos medievais costumava-se usar o pentagrama como amuleto, para afastar demônios.


Uma nova ordem de monges surgiu durante o período das Cruzadas, chamada de “Os Templários” , que acabou conquistando uma grande riqueza além de fazer doações aos que se uniam à ordem. Na localização da Ordem dos Templários, exatamente ao redor de Rennes du Chatres, França, é possível perceber um pentagrama formado pelas montanhas, ao redor do centro.


Percebe-se também a influência do símbolo em diversas igrejas Templárias localizadas em Portugal, com vitrais no formato de pentagramas.




Em 1303 porém, os Templários foram exterminados pela Igreja e por Luis IX, um fanático religioso, no período da inquisição. O pentagrama passou então, de um símbolo cristão a uma “cabeça de bode ou diabo, na forma de “Baphomet” (demônio), sendo conhecido como “Pé da Bruxa”.


As religiões antigas então se ocultaram, retornando somente após a era das Trevas, quando as sociedades voltaram aos seus estudos sem medo de represálias. 


Ressurgiu o Hermetismo, junto a outras ciências, misturando alquimia e filosofia. Surge o simbolismo gráfico e geométrico com o período da Renascença. Agora o pentagrama passou a significar o “Microcosmo”, o “símbolo do Homem de Pitágoras representado através de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz (O Homem Individual)”.




Esta figura também representava o Macrocosmo, o Homem Universal, simbolizando a perfeição e a ordem, além da verdade divina. Henry Cornelius Von de Agrippa Nettesheim, mostra a mesma imagem, porém rodeada de cinco planetas e uma Lua no centro (genitália) na imagem humana.


Leonardo da Vinci também usou a figura para mostrar as relações “geométricas do homem com o Universo”. O pentagrama também foi associado aos elementos: terra, ar, fogo e água, porém o quinto elemento simbolizaria o espírito (A Quinta Essência dos alquimistas e agnósticos).


Na maçonaria era considerado o Laço Infinito, representando virtude e dever. O pentagrama somente foi associado ao “conceito bem e mal” por Eliphas Levi, quando ele expôs um pentagrama microcósmico ao lado de um pentagrama invertido, gerando a imagem da cabeça do bode, que seria Baphomet.


O símbolo voltou a ser utilizado em rituais pagãos em 1940, por Gerald Gardner, simbolizando três aspectos da deusa e dois do deus, criando a nova religião Wicca.


Em 1960, com o crescimento da Wicca, o pentagrama já era considerado um poderoso talismã, até que Anton La Vey realmente adotou o símbolo invertido para sua igreja de satanás, o que fez com que a igreja católica considerasse o símbolo, esteja ele invertido ou não, um símbolo do diabo.


Independente de sua história, hoje o pentagrama é considerado um símbolo de proteção, perfeição e ocultismo, sendo utilizado como um símbolo mágico.



Adquira Seu Anel de Pentagrama em Nosso Site - Clique Aqui

TFA
Ir.´. Daniel Martina

Anel Maçônico Virtus Junxit Mors Non Separador - FAM094



Anel Maçônico Virtus Junxit Mors Non Separador - FAM094


Jóia de Fineza confeccionada em Prata 950 e Ouro 18K. A Egregora Universal através do Brilho e simbologia de nossas Jóias. 

Enviamos a todos Irmãos do Brasil através de nosso Portal, confecção sobre encomenda com prazos de entrega de 07 a 15 dias. Somos especialistas no Brasil em confecção de anéis Maçônicos e Medievais. 







Tenha o Brilho de nossas Jóias em suas mãos, conheça nossas Jóias. 


TFA